#maufeitio

o silêncio dos culpados

O advento das redes sociais trouxeram para o nosso quotidiano aquele fenómeno que, até então, era aplicado quase exclusivamente ao jornalismo: a espiral do silêncio. De uma maneira simplista, esta teoria trazida à luz na década de 60 por Elisabeth Noelle-Neumann, explica que, por um lado existe uma tendência inata para se pertencer à opinião dominante e por outro lado – do meu ponto de vista, o mais importante – uma propensão para abafarmos as nossas ideias quando estas não coincidem a da maioria. As razões são diversas mas, na sua génese estão a necessidade de aceitação ou o medo da rejeição.

À laia de exemplo, o que se passa nos facebooks e quejandos, por mais informais que sejam, é paradigmático: a nossa vontade de comentar uma ideia é inversamente proporcional à nossa ligação a essa mesma ideia.  Temos mais relutância em participar em fóruns quando a opinião mais comum é diametralmente oposta à nossa. Nesta postura está também um pouco aquela ideia: nunca discutas com idiotas

O que se passou nas eleições norte-americanas explica-se, em parte, tendo como pano de fundo este contexto. Era notório que a opinião publicada e a que a maioria fazia questão de divulgar em todos os canais de comunicação, apontava numa direcção comum: a rejeição do candidato republicano. As sondagens, por sua vez, demonstravam em uníssono essa tendência. Todavia, o dia 8 de novembro encarregou-se de mostrar que as coisas não são bem assim. Afinal, havia uma grande franja do eleitorado que, não se manifestando nos círculos informativos e, diria mesmo, repudiando essa simbiose entre as comunicações política e social, acabou por manifestar na urna o seu voto que, evidentemente foi no sentido contrário ao da opinião dominante. Não quiseram ou faziam questão de não querer participar na discussão pública e, no fim, foi a ver-se e eram mais do que se imaginava…

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#garatujas

a coisa ’tá preta

magia-do-amor-cartaz

A Magia do Amor. Cartaz para o 3xSim

– ‘Tá muito escuro…

A probabilidade de ouvir esta frase quando se apresenta um trabalho em que o fundo dominante é o preto, é tão elevada como um ovo partir-se quando cai ao chão. Tudo bem: o chão estará limpo e o ovo aproveita-se para uma omelete.

A percepção visual é uma coisa tão estranha, como estranha é a forma do nosso cérebro processar a informação, tantas vezes diferente daquilo que julgamos.

Quem diz que “está muito escuro”, com quase toda a certeza, ainda não interiorizou bem a capacidade que a luz e a cor têm para ganhar vida em ambiente adverso. Neste caso, ambiente adverso é um ambiente sem luz e sem cor. Estas têm mais brilho, conquistam mais importância, são mais valiosas quando rompem com a escuridão.

Quando o tema é a magia e a ilusão, o escuro exponencia ainda mais a sua função. Por um lado, direcciona o olhar para o que é mais importante: o truque e a manipulação. Por outro lado, ao reduzir todas as distrações e, por conseguinte, qualquer hipótese de sombra, aumenta a a possibilidade do momento ter o sucesso pretendido, eliminando elementos que poderiam denunciar a ilusão e deitar por água abaixo uma das sensações mais fantásticas de um truque de ilusionismo: o mistério.

Portanto, na próxima vez, podem dizer:

– ‘Tá muito escuro… e ainda bem, porque assim consigo ver melhor.

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#maufeitio

Ossos do orifício

A sério?! É assim que querem convencer o pessoal a fazer reciclagem?

Não é que eu precise de ser convencido. Já reciclo há muitos anos. E, antes de o fazer, reutilizo, que é bem mais ecológico. Agora, faz-me uma espécie de confusão, para não dizer que fico mais danado que as cobras, ir até ao ecoponto mais perto da minha casa e ter de fazer exercícios impossíveis de compactação de lixos.

Cá entre nós, o engenheiro (?) que desenhou (?) aqueles caixotes tricolores estaria bem servido de alucinogénios potentíssimos. Deixo alguns amargos exemplos.

À beira da minha secretária, tenho uma daquelas caixas de cartão que levam cinco resmas de papel A4. Serve para colocar o papel devidamente utilizado dos dois lados. Estando cheia, o destino é o normal: ecoponto azul. Agora experimentem introduzir essa caixa cheia de papel pelo orifício devido. O do ecoponto, entenda-se. Se não experimentaram, eu digo: não dá. E estamos a falar de um volume relativamente pequeno. Agora, tentem reciclar a caixa de cartão onde veio o vosso frigorífico. Talvez desistam e o façam juntar ao lixo orgânico.

E pago eu a taxa mensal de tratamento de lixo…

Outra. Convidaram os vossos amigos para um churrasco. Beberam uma grade de minis. No dia seguinte, toca de ir ao caixote verde. Procedimento: introduzir cada garrafinha, uma a uma, pelo orifício (continua a ser o do ecoponto), que até tem uma espécie de vassourinha (para quê?) em todo o perímetro. Sem exagerar, perco uma tarde inteira a reciclar duas dúzias de garrafas de cerveja.

Aqui há uns dias, quis reciclar um garrafão de vidro. “Ah, esses não cabem, a não ser que os parta em bocadinhos”, responde-me o caixote. Rai’s parta!

E pago eu a taxa mensal de tratamento de lixo…

E, de modos que é assim. A vontade que eu tenho de pôr o lixo pelo orifício… do engenheiro dos caixotes, entenda-se.

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#maufeitio

as batidas do teu coração

Passar ao lado.

Passar ao lado.

Recentemente, li uma entrevista a um reconhecido compositor de música litúrgica. Porque também tenho um interesse particular nesta temática, fiz um esforço por perceber o que estará nas entrelinhas das palavras do entrevistado e, sobretudo, a postura que a hierarquia da Igreja tem neste particular.

A certa altura o entrevistado enumera alguns dos instrumentos que, no seu entender e no entender de especialistas, como ele, em canto litúrgico, são os mais apropriados. Também dá exemplos de outros que, à partida, devem ser rejeitados. Percebi, então, que a categorização obedece a uma lógica rítmica. Ou seja, os instrumentos musicais a evitar são, na sua maioria, instrumentos que, formalmente, marcam o ritmo e a cadência da interpretação. Concretamente, refere a guitarra eléctrica e bateria.

Independentemente das razões que subjazem a esta opinião, há uma coisa que me faz confusão. A Igreja e os seus momentos celebrativos são, consabidamente, marcados pelo ritmo. Não raras vezes, em formações e conferências feitas nesse contexto, há importantes alusões ao ritmo:

  • o ritmo divino que, como ilustra o Génesis, obedece a uma cadência própria;
  • o ritmo do Espírito que, não por acaso, encontra um paralelismo com o movimento da respiração no inspirar/expirar;
  • o ritmo do coração que bate compassadamente (e que serve de bitola para os andamentos musicais);
  • o ritmo da vida, nas suas diversas fases;
  • o ritmo litúrgico que tem a sua génese no ritmo da vida e da própria natureza.

Enfim, o tema do ritmo é omnipresente em qualquer discussão teológica.

Isto leva-me a concluir que, no mínimo, existe alguma incoerência entre o que se “prega” e o que se “pratica”. A práxis e o logos não parecem ter a consonância devida.

Pergunto para mim mesmo: se o ritmo ajuda a marcar o compasso dos participantes na assembleia, não faria sentido dar mais importância à presença de instrumentos rítmicos na celebração religiosa?

Post scriptum: a questão da sensibilidade interpretativa ficará para outras núpcias…

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#garatujas, #maufeitio

Provocar

Na minha actividade profissional aprendi que o pior que podemos fazer é tentar agradar às pessoas. Ou, pelo menos, ao maior número de pessoas possível. Na prática, quando produzo uma obra gráfica e visual – design, arte? –  não me interessa se ela vai agradar ou não a quem a vê. Não me interessa o número de “likes” que faz. Quero dizer: é importante para mim que gostem do que faço, porque isso alimenta a minha motivação, mas não é isso que vai definir o meu rumo, as minhas opções e o meu estilo.

Um artista – deixem-me usar esta palavra -, quando cria, tem um objectivo: provocar. Provocar, no verdadeiro e original sentido da palavra: estimular, desafiar, apelar para um sentido específico, numa determinada direcção. A obra não é produzida para quem gosta, nem para quem não gosta. A obra será apenas para os que fazem a pergunta certa, independentemente de gostarem ou não. Todavia, para fazer a pergunta certa será preciso estar na pele do criador. Talvez, neste particular, haja muito a aprender com as crianças que, na sua simplicidade e sede de conhecimento, fazem “a” pergunta, a mãe de todas as questões: porquê? E esta interrogação é, no fim, a verdadeira provocação.

Assim, quando vos passar pela frente uma criação artística, nem precisam de a apreciar. Bastará perguntarem “porquê”. Por que é que o artista escolheu este desenho? Por que razão pintou com aquelas cores? Questionem… É isso que ele espera, e não o favor de gostarem.

Post Scriptum: E com este #maufeitio espero ter retomado a actividade no blogue, depois de tão longa ausência…

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geocaching

Monte de São Brás (Nazaré)

#169 28-07-2013 @16:14 GC1BR06

Esta foi inesperada. Em dia de piquenique com a família que, alguns quilómetros depois de termos visitado o mosteiro de Alcobaça, lá acabámos por assentar arraiais junto ao monte e desfrutar de uma refeição.

Depois dos comes, aparece o desafio: vamos lá acima? – O meu irmão já conhecia o ponto e já o tinha logado. Mas o calor e a vontade de fazer tudo menos andar, fizeram-me engelhar o nariz.

Acabou por me convencer. Que era perto e fácil. E eu fui na cantiga. Sim, é perto, mas não é fácil. E antes de o saber, acedi levar o meu pirralho de quatro anitos que imaginei obrigar-me a dar meia volta a meio do caminho. Isso não aconteceu por vontade dele, mas a minha vontade ia quase dando das suas. Mas não, resisti até ao fim em piso de areia e escadas a pender para o íngreme.

Chegámos. De cansado que estava, apetecia-me tudo menos subir mais umas rochas para fazer um registo de uma cache. Mas o bicho é mais forte que eu e tão depressa não porei ali os pés.

Depois de alguns espinhos marcados na perna, juntei mais uma ao meu singelo registo.

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geocaching

Na Altura e redondezas

Há quanto tempo já não rabiscava umas palavritas por estas bandas. E, diga-se de passagem, que a vontade continua assim a modos que bem longe. Mas este complexo de obrigação, faz com que tenha de tirar as teias de aranha à parte do meu cérebro que ainda consegue produzir alguma coisa.

Este ano, as curtas férias levaram-me a uma ponto do nosso Portugal, ali, onde as águas marinhas aparecem mais cálidas, a apanhar ainda as que vêm do Mediterrâneo. Já estava na “altura”. Das vezes anteriores que escolhi praias algarvias, as coisas não correram muito bem: ou era água fria, ou gente a mais, ou mar encrespado. Ou os três juntos. Daí que arrisquei mais uns quilómetros e abanquei na raia espanhola, entre Manta Rota e Monte Gordo. Em boa hora o fiz: tudo o que não tive das outras vezes, agora já me satisfazia. E não admira que apenas três dias depois do início da estadia, tenha começado a minha busca de taparuéres. Começado e acabado, já que este tipo de programa acabou por não constar de mais dia nenhum.
Enquanto os outros dormiam a sesta – que, a mim, me deixa com um mau feitio que tresanda – eu aproveitei para dar uso ao gps.

#162 24-07-2013 @10:20 GC33FY5

A primeira (Praia de Altura) a procurar, era óbvia. Estava ali ao lado do caminho que fazia todos os dias para os banhos. Só tinha de me desviar do passadiço e deixar a minha marca.

#163 24-07-2013 @14:31 GC354ZP

A segunda (Praia da Manta Rota) já estava mais longe. Chegada à praia onde o nosso primeiro quis descansar alguns dias, depressa cheguei à conclusão de que o ponto zero era muito frequentado. Aliás, era o local de passagem principal de acesso à praia de Manta Rota. Como quem não quer a coisa, sentei-me no passadiço e, apanhando os transeuntes distraídos, lá acedi ao recipiente.

#164 24-07-2013 @14:49 GC310NH

A terceira (Estação de Cacela – Projecto GeoGare), depois de umas buscas de alguns minutos e alguns espinhos marcados na pela, também, afinal de contas, estava de fácil acesso.

#165 24-07-2013 @14:56 GC3F9YT

A quarta (ECOVIA do LITORAL – KM 199), também foi mais um drive-in num cruzamento. A dica dizia tudo, pelo que chegar e escrever no livrinho.

#166 24-07-2013 @15:31 GC14NHC

A quinta (O azul de Cacela Velha) foi a que me possibilitou a melhor paisagem, do dia. E a que me deu mais água pela barba. Ainda andei ali às voltas, no exterior da muralha. Mas, afinal de conta, não seria preciso sair da povoação.

#167 24-07-2013 @15:42 GC3F9Y8

A sexta (ECOVIA do LITORAL – Recarrega Energia), para não fugir à regra, também era de fácil acesso.

#168 24-07-2013 @15:47 GC3F9XM

E, finalmente, a sétima (ECOVIA do LITORAL – KM 197), já em modo de “está na hora de ir p’ra casa”, compôs o ramalhete sem problemas de maior.

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geocaching

7/6

Se soubessem o tormento que neste momento me invade para escrever estas linhas… Mais valia estar quieto, diriam. A verdade é que há uma vozinha cá dentro que me obriga a dar continuidade a um compromisso que me fiz a mim próprio: qualquer cache que seja, seja em que circunstâncias fôr, merecerá o meu registo e um tempinho da minha vida para “logá-lo”. Talvez esteja a atravessar aquela fase do “isto já não me diz muito”, ou então é este tempo que me deixa assim, sem sal, sem vontade, sem nada. Ou então é por ser de manhã e eu estar com um pilha de trabalho “comó caraças”. Adiante, que não têm de levar com as minhas queixinhas.

A minha travessia no deserto foi longa. Quero dizer: há muito tempo que não fazia uma caixita. Mais propriamente há mês e meio. De maneiras que hoje deu-me para a desforra e, feitas as contas, resultou num índice de 7/6: procurei sete, achei seis. Aliás, estes números são, para mim qualquer coisa de fantástico. E os taparuéres também não se saíram nada mal.

#156 01-05-2013 @10:56 GC27YN1

A primeira investida foi a Filarmónica de São Tiago de Marrazes. Foi tipo “drive-in”, só que de bicicleta. Apesar de ter estacionado do outro lado da estrada, depressa percebi, pela dica, onde se encontrava a dita cuja. Aliás, esta bem podia ser prima de uma das minhas caches: o parafuso que parecia ser a cereja no topo do bolo era bem revelador do local. Siga.

01-05-2013 @11:17 GC4A2QC

Chegado aO TENENTE ESQUECIDO, já a coisa piou mais fino. Não sei se do gps se do local, a verdade é que não dei com ela. Para um grau de dificuldade de 1,5, parece que, desta vez, eu andava com o faro completamente confuso. (Agora, vendo a descrição, parece que houve correcção de coordenadas… grrrrrrr).

#157 01-05-2013 @11:26  GC45R3G

Já na Estação de Leiria, como uma mão lava a outra, foi reposto o equilíbrio: a cache, apesar de bem camuflada e do gps me mandar, numa primeira instância para o outro lado da linha, apareceu de forma natural e sem problemas de maior.

#158 01-05-2013 @11:41 GC3W1Z8

A manhã seria toda minha, mais da minha companheira de duas rodas, pelo que, aproveitaria para fazer o mini-trail que há muito estava nos meus planos. O caminho para a cache 04 – Mini Trail do Lis: Caminho de Ferro, era-me desconhecido, apesar de passar perto todos os dias. Acabou por revelar-se um percurso bem agradável, sobretudo no ponto 3. Comecei pelo 4, e comecei bem. Chegado ao ponto zero, não estava fácil imaginar o local de repouso para a caixa. Seria do outro lado da linha? Uma vista rápida aos logs, confirmava que estava no local certo. Mas teria de ser mais aventureiro e meter a mão e o braço com cuidado. A verdade é que esta não é para crianças, por ser mais pesada que muitos dos halteres habituais. E umas mãos mais mimosas, sofrerão alguns danos. Veredicto: muito boa, bem camuflada.

#159 01-05-2013 @11:49 GC3W1WN

No ponto 03 – Mini Trail do Lis: Casa Abandonada, aconteceu-me o meso que a outro: o que me parecia um objecto banal de, quiçá, a roçar o resíduo abandonado, acabou por ser o objecto da investida. Bem escondida, gostei ainda mais do local, para mim completamente desconhecido, mas bonito e muito sereno.

#160 01-05-2013 @12:04 GC3W1RD

O caminho para o 02 – Mini Trail do Lis: Campos do Lis, é que ainda me obrigou a meter por carreiros sem saída. E não apenas eu. Também outros ciclistas andavam na zona, talvez a fazer uma prospecção de terreno. Depois de duas ou três tentativas lá cheguei à que interessava. Uma coisa é certa: dá nas vistas. Um contentor daqueles nunca passa despercebido. Vale, no entanto, estar num sítio de difícil acesso. Muito bem engendrado, à semelhança dos melhores que tenho visto. Não precisei de bomba, por ter conseguido resolvido o acesso com umas valentes baforadas.

#161 01-05-2013 @12:20 GC46FCZ

Entretanto, aproximava-se a hora da comidinha e a Capela de São Jorge acabava por ficar em caminho. Como poeria passar ao lado, esta também não me escaparia. Foi mais uma rapidinha numa cache normal e fácil. Chamo a atenção do dono para o facto dela estar ligeiramente danificada.

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geocaching

Três caches em Fátima

2013-03-16 12.15.04Como costume fazer uma vez por ano, por estas alturas, desloco-me até Fátima por motivos de trabalho que envolve umas boas dezenas de malta nova que participam na peregrinação anual da diocese de Leiria-Fátima. E também já começa a ser tradição eu arranjar uma ou duas caixitas para fazer, pelo que, desta vez, ainda não foi excepção. E ainda bem: o saldo revelou-se muito positivo, com três boas caches, das quais, duas estavam nomeadas para os prémios GPS.

#153, 16-03-2013 @12:10 GC39J9C

E as coisas começaram logo da melhor maneira. Um ligeiro desvio do caminho habitual que passa pela Loureira, levou-me aos moinhos que já conhecia, apesar de estarem num trajecto pouco utilizado. Daí que não precisasse do gps para calcular a zona do ponto zero e estacionasse o veículo a escassos metros de onde se encontrava o tesouro. Só posso dizer que o dono da cache foi de um descaramento que não lembra o diabo, para além de ter tido um brio na sua construção que não se vê muito por aí. Só posso fazer figas para que ela, a cache, sobreviva muitos e bons anos a fim de continuar a homenagem que é devida aos construtores e utilizadores daqueles monumentos.

#154, 16-03-2013 @12:26 GC3A767

Como tudo isto foi tão rápido, decido que ainda há tempo para mais uma que se encontrava a caminho. A zona envolvente já a conhecia, bem como a escultura que serve de ponto de referência. Com o andróide na mão, foi procurar o ponto zero. Aqui a coisa parece que emperrou, já que me queria levar para dentro de propriedade privada, não sem antes me picar num silvado que aí se encontrava. Na leitura dos logs anteriores, vi referências a um mecanismo, mas este tardava aparecer pelo que decidi alargar as buscas por causa do arvoredo. Em boa hora o fiz. Imediatamente, o meu olhar dirigiu-se para um monte de pedras suspeito que, afinal, guardavam o tal mecanismo que mantinha a criatura suspensa no alto. Muito bom. Mais uma descarada que, à semelhança da anterior merece rasgados elogios e votos de uma longa vida.

E, de manhã, era tudo, que não havia tempo para mais.

#155, 16-03-2013 @15:34 GC2QC79

Mais à tarde, ainda deu para uma fugida rápida, a uma cache que estava a poucas dezenas de metros do local onde me encontrava. Reparei que alguém estaria ali para o mesmo, mas a forma suspeita como rodeava a rocha, indicava que era geocacher. Não trocámos palavras, mas foi quase o suficiente para ter a certeza de que o taparuére estava por ali. No entanto, sem a fotografia “spoiler”, era capaz de não conseguir os meus intentos. Aliás, a própria foto era de difícil interpretação e ainda andei ali uns minutos a anhar. Missão cumprida.

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