recentemente

decathlon

Pela primeira vez fiz compras na Decathlon, em Leiria. E, logo à primeira, fiquei com ideias bem clara dos princípios que orientam aquela marca e que não passam, com certeza, pela satisfação do cliente.

Devido ao valor da compra, um equipamento que andámos a sondar em vários locais há algum tempo, acedi a fazer o cartão pessoal já que, supostamente, iria trazer-me alguns benefícios, à semelhança do que acontece noutras lojas do género.

Para já, quem quiser o cartão, que o faça: está lá um terminal de computador e uma impressora de cartões. Tudo bem. Até achei prático, não fosse ter de esperar mais de meia hora na fila: há clientes que não estão muito à vontade com esta tecnologia e a máquina às vezes encrava. Depois de conseguir o meu cartão, procedi à inserção do talão (sim, o cliente também terá se inserir o próprio talão de compras).

Mais tarde, em casa, reparei que o saldo em ponto do cartão era de 20 pontos. E soube também que após os 400 pontos é que temos direito a uma ofertazinha da Decathlon. Ui! Que simpatia.

A minha questão e o meu lamento é o seguinte: gastei mais de 600 euros numa compra e apenas consigo 20 pontos?

Vejamos: na loja da Sport Zone, com o mesmo equipamento (sim, porque a máquina que comprei também está à venda naquela loja pelo mesmo preço) conseguiria à volta de 30 euros em cartão. Corresponde na prática, a um desconto de 5%. Bem bom e já dá para meio depósito de gasóleo.

Escrevi alguns emails para a loja a dar conta do estranho facto. Explicação deles: o artigo em questão era uma promoção. Logo, pela política do cartão-cliente, não está abrangido para efeitos de pontos.

Fiquei de boca aberta:

a) na altura da compra, não havia rigorosamente nenhuma informação de que aquela máquina estava em promoção;

b) os funcionários da loja também não me referiram nenhuma promoção daquele equipamento específico;

c) havia, isso sim, um modelo diferente (e mais avançado) da mesma máquina que estava em promoção; não, repito, a que adquiri;

d) se estava em promoção, talvez fosse uma promoção de… 0%!? Não esquecer que ela estava ao mesmo preço (sem promoção) na Sport Zone.

Esta foi a resposta que lhes enviei. Até hoje espero qual vai ser, desta vez, a argumentação deles. A minha é simples: na Sport Zone sairá mais barato!

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#maufeitio, recentemente

ne sutor ultra crepidam

Foi com este pseudo-intelectualóide título que respondi ao convite do Jornal de Leiria. Confesso que não estava muito inspirado. As coisas não me saíam. Deve ter sido das férias. Ou de andar a escrever pouco.

Podem aceder aqui para descarregar a versão pdf da edição. Está na página 34. De qualquer forma, aqui vai:

Ne sutor ultra crepidam*

Quem está fora, racha lenha. Confesso que usei este ditado. Quando era miúdo, que os miúdos não se interessam pelo que é polido ou, se quiserem, politicamente correcto. Convenhamos que a expressão não é nada meiga, mas revelava-se o antídoto perfeito a quem se quisesse meter na nossa conversa.

Anos mais tarde, um dos meus mestres… (Parece obsoleto, mas eu tive mestres, não dos de agora que têm um canudo desenrolado numa qualquer parede à vista de todos, mas daqueles que, vá lá, ensinam.) Dizia eu que um dos meus mestres – por sinal com quem aprendi os primeiros conceitos musicais e solfejei as primeiras pautas – me revelou a melodia do ditado *não suba o sapateiro acima da chinela, ilustrado com o que dizem ser a proverbial história do dito. Por ora, não a recontarei que ela estará por aí num qualquer espaço virtual, à mão de semear. Deixem-me poupar os 3 mil caracteres, incluindo espaços, para ver se sou capaz de dizer o que tenho a dizer de maneira que me percebam. Duvido.

A forma folclórica como começo a minha prosa serve de pretexto para confessar uma angústia que, à medida que o tempo se escorre, mais se confirma. Ao passarmos os olhos pelas páginas de qualquer comunicação social, facilmente encontramos opiniões e pareceres, alvitres e convicções relacionados com… humm… a Igreja, seja lá o que ela for. Mas o que me faz mesmo confusão ou, se quiserem, aquilo que me mete espécie é que, regra geral, essa literatura se compraz na crítica mordaz ou do padre, ou do bispo, ou da paróquia, ou do preservativo, ou do papa. E, nas últimas semanas – refiro-me à imprensa da região, inclusive a que o leitor folheia – da igreja das Chãs.

Não tenho nada contra o que outros escrevem, nem contra a opinião que diverge da minha. Tenho, isso sim, um bocadinho contra aquela opinião que, sob a capa do diploma ou cargo do autor, se faça dela, a opinião, a última palavra sobre o assunto. Parece que um bacharelato em economia, uma licenciatura em psicologia ou um mestrado em sociologia dá automaticamente a possibilidade de falar ex-catedra daquilo que, no mínimo, lhes faz fornicoques. E a Igreja faz fornicoques a tanta gente. E tenho muito contra a maior parte desses delírios passarem como informação. Sim, porque é suposto um jornal procurar e fornecer informação, dar notícia. Hoje por hoje, podemos esperar sentados pelas notícias num jornal. Consome-se opinião. Quero dizer, não nos damos ao trabalho de pensar na possibilidade da opinião publicada ser simplesmente inócua. Hoje em dia um jornal é fértil em opiniões sobre Igreja, mas muito árido em notícias sobre Igreja. E as que há, valha-me Deus (posso escrever com letra grande?)!

Querem um exemplo? Em Maio, juntamente com as comemorações da cidade, a Igreja diocesana fez uma festa que encheu as ruas de Leiria. O que leram vocês nos jornais? Nada! Vá lá, muito poucochinho. Cá entre nós, parece que o Espírito Santo ou anda distraído ou prefere marcar presença nas vigílias fafenses.

No ponto

Já que vai tudo de férias, para os allgarves, aproveitar o sun of a beache e passar umas noites muito in em qualquer summer party, eu aproveitei para fazer o percurso contrário. Fui até ao norte mais a família (lá podia ser doutra maneira!). Aquilo também é bem quente. Tórrido, mesmo. Bom, bom, é passear à noite com a indumentária do trabalho – calção e camisa – numa cidade tipo Braga ou numa vila tipo Ponte da Barca.

Banho-Maria

Em tempo de banhos, é a crise que está em banho-maria. Os portugueses levam o banho de crise, mas, tipo Maria-vai-com-as-outras, mostram-se imunes e apostam tudo em férias à grande e à francesa. Ou espanhola. A mim sempre me ensinaram: não tens, não gastas! Se tens pouco, poupa algum. Esta crise é estranha: parece que só passa se gastarmos muito. Pelo menos é o que dizem os governantes. Chamem-me sovina: prefiro continuar a poupar.

Requentado

Prometo que não vou falar do União de Leiria e do seu mais do mesmo. Nem dos políticos mais os seus discursos, tipo: não concordamos de maneira nenhuma com o nosso adversário político a não ser que ele mude de ideias para também não concordarmos outra vez e defendermos a primeira solução. Nem sequer falo da quantidade indicações de desvio no meu percurso diário casa-trabalho-casa. Sendo assim, só me resta falar do tempo: ‘tá quente.

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#diário, recentemente

lucas

(do latim: lux, significa luz)

O Lucas é o mais novo membro da família. Pela segunda vez, a minha irmã passou pelas dores do parto, atenuadas, e muito, pela “bendita” – dizem – epidural.

Por isso, este artigo é dedicado…

…a ele: que seja um homem de fibra e de carácter.

…à mãe: que seja a estrela polar da família.

…ao pai: que seja o amparo mesmo nas horas em que pareça não precisar.

…e à mana: que seja isso mesmo, uma irmã.

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