#garatujas, #maufeitio

Lei de Murphy aplicada ao design

1. “Se precisas de imprimir algo 10 minutos antes da entrega, a impressora vai ficar sem tinta”

2. “Se a impressora ficar sem tinta e tiveres pressa, não terás nenhum cartucho a mais. O mesmo irá acontecer no que toca a DVD’s virgens e a Pen’s”

3. “Se não tens o site funcional para o Internet Explorer 6, vai ser exactamente esse browser que o cliente vai usar”

4. “A tua família e os teus amigos vão pedir-te serviços gráficos e não te vais atrever a cobrar”

5. “A maioria das pessoas pensa que tu, sendo designer, tens que saber arranjar os problemas dos computadores deles”

6. “Se usares o ‘Lorem Ipsum’ como texto de exemplo, haverá sempre alguém que vai dizer que ninguém entende o que está escrito/que ninguém entende latim”

7. “Se pedires um logótipo em alta resolução, vão-te enviar um print screen do computador a mostrar o logótipo…e vão colocar a imagem num ficheiro Word”

8. “Quando te lembras de guardar um projecto a cada 5 minutos, nada de anormal acontece, mas quando passaste horas a trabalhar, sem guardar o trabalho nenhuma vez, vai ser nessa altura que o computador vai crachar ou que a luz vai falhar”

9. “As outras pessoas têm sempre um familiar que tem jeito para isso e faz de borla”

10. “Toda a gente quer dar uma opinião em relação ao que criaste, mesmo que não perceba nada do assunto”

poeta sem poesia: Lei de Murphy aplicada ao design.

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#diário, #maufeitio

Uma questão de verticalidade (ou: parabéns Quéli e Tiago)

O fim de semana foi diferente. Festivo. Fomos até às margens do Dão participar n”O” momento da vida do Tiago e da Quéli. Até aqui tudo bem. Seria um casamento normal, tirando o pormenor de não contemplar cerimónia religiosa. Falo de mim que já fui a muitos enlaces e todos eles se passaram (mais ou menos bem) em igrejas e com direito a padre. Este não.

O Tiago conheço-o há alguns anos. Era ele monitor na colónia de férias de que eu era coordenador. Imediatamente lhe reconheci a excelência no que fazia e a empatia que criava com as pessoas que o rodeavam. Para mim ficará sempre no quadro de honra dos rapazes e raparigas que serviram na casa amarela. E dentro de mim uma vaidade peculiar por tê-lo tido sob as minhas “ordens”. Da Quéli não posso dizer muito. Mas se ele a quis para companheira de aventuras, terá a minha estima porque, decerto, partilhará do carácter da sua cara metade.

Voltemos ao casamento. Numa quinta, como muitos. Com convidados, como muitos. Comida em abundância como muitos. E… honestidade, como poucos.

A cerimónia foi simples. À boa maneira “civil”, a senhora funcionária cumpriu a sua função e até disse algumas palavrinhas que passaram bem por homilia. De permeio, os progenitores dos nubentes usaram da palavra para desejarem votos de felicidades. Nesta parte o pai do Tiago disse os votos do dia, palavras essas que mais tarde lhe agradeci pessoalmente por serem a pedrada no charco que precisamos e, sobretudo por revelarem a essência do que deve ser a natureza humana e, neste caso, dos protagonistas da festa.

Declarou-se católico. Com quotas em dia, que é como quem diz, praticante. Que tinha pena, nessa sua condição, por o seu filho não ter optado pela cerimónia religiosa. E deu-lhe os parabéns por isso mesmo. As pessoas querem-se com coluna vertebral; delas espera-se coerência e muita verticalidade nas opções que tomam. Porque não é fácil fazer uma decisão deste calibre. É muito mais agradável fazer as coisas porque é costume, porque é assim que os outros gostam, porque é mais giro… É agradável e hipócrita.

Estes noivos conquistaram-me por isso: foram fiéis a si próprios e, com isso, provam que essa fidelidade é o “leitmotiv” que os manterá unidos e firmes pela vida fora.

Enquanto escrevo isto, assumo inequivocamente a minha opção cristã e a minha religiosidade. E costumo dizer que em 10 casamentos pela Igreja, deverá haver apenas 1 ou 2 que o faz conscientemente e porque essa é a verdadeira opção dos noivos. Todos os outros serão fogo de vista. É duro, mas é verdade.

Quéli e Tiago: obrigado pelo dia. Independentemente do local paradisíaco, dos convidados fantásticos, da comida abundante, agradeço a vossa presença na vossa festa. Pode parecer estranho, mas já fui a tantas onde os anfitriões estavam ausentes, deixando a responsabilidade a uma máscara de si próprios. Vocês estiveram connosco e deixa-me feliz saber que tenho amigos assim: que estão e são de forma íntegra. Isso é motivo de sobejo para desejar e ter a certeza de que vão ser felizes.

E deixo-vos com o texto (bíblico, curiosamente) onde se inspira a vossa aliança:

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.

O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.

Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.

1 Cor 13 1-13

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#maufeitio

BEeeeh!

Há aí alguém de bom senso que leve a sério a actividade “política” do bloco de esquerda?

(Aqui há uns dias ouvi alguém dizer que a crise económica é apenas mais um sintoma da crise de valores. Obrigadinho por ajudarem a afundar a sociedade.)

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#maufeitio

Obrigadinho.

Obrigado, senhores sindicalistas e grevistas.

Pela Hermínia, de 76 anos (e muita gente como ela), que não pôde ter a sua consulta no hospital, pela qual esperou durante dois anos e meio.

Pelo André, de 32 anos (e muita gente como ele), que teve perdeu clientes por ter de estar em casa com o filho de 4 anos.

Pela Joana, de 28 anos (e muita gente como ela), que esteve três horas à espera de transporte para poder ir trabalhar.

Pelo Martim, de 12 anos (e muita gente como ele), que não teve aulas durante todo o dia e que vê atrasar o programa que devia ser dado.

Pela Beatriz, de 35 anos (e muita gente como ela), que não pôde apanhar o avião para fazer a sua visita anual à família que se encontra em França.

Pelo Joaquim, de 82 anos (e muita gente como ele), que não pôde aviar o seu medicamento na farmácia e pôr, assim em risco a sua vida.

Pela Antónia, de 45 anos (e muita gente como ela), que viu o seu fraco negócio perder ainda mais clientes e ter de adiar o pagamento da renda.

Obrigado, por ajudar a tornar este país um pouco menos produtivo e um pouco mais insuportável.

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#maufeitio

do futebol e outras irracionalidades

Desta vez tomei a liberdade de transcrever um texto que achei muito bom e que, a meu ver, retrata fielmente o nosso país futebolístico. Ainda pensei duas vezes antes de o publicar e três vezes em substituir o vernáculo por asteriscos. À pala disso, leva bolinha no canto. Mas não é nem mais nem menos do que acontece na vida real: é tal e qual. Com a chancela de Ontem vi-te no Estádio da Luz.

À entrada de Braga há um túnel. Não o mundialmente conhecido pelos pontapés de Vandinho mas outro, mais perto da estação de comboios, por onde passam carros, ciclomotores, animais e, de vez em quando, um ou outro bezano que se perdeu na noite.

Naquela tarde cheguei ao túnel faltavam 3 horas para começar o jogo e o trânsito parecia uma procissão religiosa, uma língua de carros em filinha pirilau, muito deles com bandeirinhas e cachecóis dos dois clubes. Mais do Braga, naturalmente, não por serem em maior número mas porque os benfiquistas de há uns tempos a esta parte decidiram não dar muito nas vistas para cima de Coimbra não vá o diabo tecê-las. Ainda assim, na amálgama lenta da procissão, estavam duas bravas viaturas que exibiam o seu clubismo desbragado – nenhuma delas a do vosso escriba (sempre gostei de manter os vidros incólumes) -, que rapidamente foram alvo dos fervorosos adeptos do Braga que se encontravam numa espécie de ponto alto estilo ponte de viaduto. Pareciam animais raivosos,

Ó filha da puta, tira-me essa merda daí, caralho!

Essa merda era um cachecol do Benfica no vidro traseiro do carro. Perto de um destes senhores, encontrava-se uma criança, supostamente filha do quadrúpede, que olhava não para o cachecol alvo da ira dos fanáticos mas para cima, para o suposto Pai, com um olhar entre a incredulidade e a incompreensão. O Pai não desarmava, empoleirava-se no varão, quase caía, aos gestos, aos cuspos, aos insultos e o pequeno bípede a pensar se a divindade genética lhe teria pregado alguma partida de mau gosto.

Volta para a tua terra, mouro do caralho!

E o malandro do benfiquista sem retirar o cachecol, a afrontar os escandinavos portugueses numa quezília que lembrou guerras antigas, na altura em que os bárbaros decidiram descer as escadas da Europa e vociferar contra esse conceito de Sul que a muitos ofende e discrimina. A este excelso animal, outros se juntaram enquanto os carros lentamente entravam na cidade. Não houve feridos, que se saiba. Mortos, muito menos. Na mistura das ruelas bracarenses, todos se diluíram. O jogo estava próximo. Havia que beber.

Parei o carro numa praça. Lembro-me vagamente de passear com o meu Pai por aquelas pedras minhotas já lá vão dois milénios. As pedras mantêm-se, oculto mistério que nem a ciência das estruturas consegue entender. Já a hospitalidade mudou uns continentes desde que há 10 anos por ali andei a fingir estudar. Perguntei a um velhote se devia deixar o carro ali ou levá-lo para mais perto da Pedreira. Os anos avisados do senhor deram-me a resposta esperada

Você vem de Lisboa, não vem? (tudo o que não seja gente com sotaque do Norte, vem de Lisboa)

Não, mas se quiser posso vir.

Então vem de onde? (é importante termos registos sobre a proveniência das pessoas, antes de darmos algum conselho)

Do Porto.

Ah está a estudar no Porto? (é fundamental, antes de darmos algum conselho, sabermos onde estuda a pessoa)

Não, mas estudei em Guimarães.

Em Guimarães? Ó amigo, você devia era ter estudado aqui.

Pois, pois devia. Mas é a mesma Universidade.

A Universidade do Minho é em Braga. Em Guimarães é só um pólo pequeno. É uma filial. (e fez-me aquele olhar malandro, de quem sabe ser dono do Mundo)

Gosto de Guimarães, é mais pequeno, lembra-me a minha cidade.

Então mas você não é do Porto?

Não bem, sou mais da província. (Abrantes pode ser considerada província do Porto, numa análise mais complexa da geografia)

De onde? (este lado pidesco dos portugueses é deveras interessante)

Olhe, estou com pressa. Deixo o carro aqui?

É melhor. Até porque você como benfiquista é capaz de vir a ter problemas à saída do estádio. (touché!)

Obrigadinho, caro velhote bracarense. Além de um conselho útil, pude confessar-me. Um dois em um que nos tempos que correm vale ouro.

Carro largado, hora de beber. Meto-me pela rua que vai dar à estação e entro no primeiro café. A sede era muita. Fico ao balcão, como convém a quem está sozinho e quer dois cérebros de conversa. Ou meio, vá, que não podemos ser exigentes.

É uma imperial fresquinha, se faz favor.

Não temos fino (fino, claro).

Venha média.

Sagres ou Bock? (aquele primeiro degrau que tudo explica)

(confundo-lhe as voltas) Super!

(silêncio com o som da cerveja a despejar em diagonal para o copo)

Você é de Lisboa, não é? (a pergunta mais ouvida em Braga naquele dia, importante para os arquivos dos arcebispos)

Sou.

Vem ver o jogo?

Venho. Entre outras coisas.

Que coisas? (assim, como um familiar. Ou como um pide. Mais pide, pelo subversivo do tom)

Venho ver um amigo. Aliás, ele já deve estar a chegar.

É de Braga o seu amigo?

Não, mas trabalha cá.

É de onde?

De perto do Porto. (mais uma vez, Abrantes como Ermesinde)

Ah… (um olhar desconfiado)

Então e o amigo? Não me diga que é de Olhão!

Hoje está um boa dia para o futebol (faz muito bem em não responder, então agora temos de falar destas coisas com estranhos?)

Está bom para beber. O jogo ainda não pensei nele.

O Braga vai ganhar.

Pode ser. Espero que não.

Ah é do Benfica? (com um ar falsamente surpreendido)

Sou. E você é do Braga, presumo.

Sou. Vocês antes tinham muita gente aqui do Benfica. Agora já ninguém é.

É, é. Estão é mais escondidos. E há aqueles que de repente deixaram de ser. O que é estranho.

Estranho? Não, deixámos de ser dos clubes de Lisboa para ser do da cidade.

Acho bem. Mas o amigo tem alguma preferência além do Braga?

Sou do Sporting. Desde pequenino.

Ah…

Mas agora com o Braga a ganhar sou do Braga.

Pensava que o clubismo não se mudava.

Então não muda! E também sou do Porto, às vezes. Do Benfica é que nunca.

Porquê?

Porque quando o Braga era amigo do Benfica, nunca ganhava. Agora com o Salvador o Porto ajuda-nos.

Ajuda como?

Dá-nos jogadores, somos respeitados pelos árbitros.

Ah…

Agora odiamos o Benfica.

Mais uma média, se faz favor. Odeiam? Porquê?

Porque são do Sul e nós somos do Norte!

Então mas você não é sportinguista?

Ah mas o Sporting não faz mal a ninguém.

E o Benfica faz?

Faz. Odiamos o Benfica.

Está certo. Olhe, eu não odeio o Braga. É uma boa equipa.

O ano passado íamos sendo campeões! Se não fossem os árbitros.

Aquela bola fora de campo que deu golo e a arbitragem contra o Guimarães não dizem muito isso.

O quê? Contra os espanhóis? Foi uma roubalheira.

Pois foi. A favor do Braga.

Ó amigo, quer mais uma?

Quero. Olhe, que seja um bom jogo de futebol. Sem pedras.

Quando é com o Benfica, não podemos garantir.

Porquê? É só um jogo.

Mas é o Benfica. Odiamos o Benfica.

(nisto chega o empregado do café, benfiquista, que faz um reparo)

Aqui o meu chefe é daqueles que era do Sporting mas que agora é mais portista que os portistas-

Então mas não era do Sporting?

Ele é de quem ganha.

Ah, então percebe-se que não seja do Sporting.

E odeia o Benfica.

Pois, o seu chefe já me disse. Mas fiquei sem perceber porquê.

Nem ele sabe bem. O que está a passar em Braga nos últimos anos é um fenómeno inexplicável. Eu já não posso ir a café nenhum. Se sabem que sou do Benfica, insultam-me, não me deixam quieto.

Mas há muitos benfiquistas como tu aqui.

Há, mas não se assumem. Têm medo. Olha, aqui ao lado há o café Benfica.

Ah, então esse deve ser um bom sítio.

Bom sítio? Aquilo é um lugar de ódio. Têm cachecóis do Braga por todo o lado e não deixam os benfiquistas irem lá.

Hmmm? Mais uma média.

Era de um benfiquista. Agora se vais lá ver um jogo, eles passam o tempo a dizer mal e a insultar.

Não deve ser fácil viver com esta realidade.

(um olhar perdido, triste) Nada. O ano passado passei o ano a ouvi-los, fui agredido.

Pelo menos fomos campeões (uma tentativa desesperada de optimismo da minha parte).

Fomos, mas nem pudemos festejar. Quando estávamos nas ruas, vieram uns gajos da claque do Braga e outros, muitos, Superdragões que começaram a agredir e a insultar.

E a polícia?

Não fez nada. Tivemos de sair dali.

(viro-me para o chefe, que estava a ouvir a conversa) Isto não está bem, ó chefe. Então o rapaz não pode festejar?

Eles que vão festejar para o caralho!

(o empregado para mim) É isto que vivemos aqui, desde que o Salvador chegou.

(nisto chega o meu amigo) Ricardo, tu vê lá o que dizes, que ainda acabas numa confusão de primeira.

Calma, estamos só na conversa.

Sabes o que me aconteceu (o meu amigo o ano passado foi agredido por 8 (!) gajos da claque do Braga porque estava a comemorar o campeonato de… basquetebol)

Sei. Vamos beber e fumar um cigarro lá para fora.

(fomos, eu, o meu amigo e o empregado fumar um cigarro cá para fora e o empregado) Vocês têm sorte em viver lá em baixo. Não fazem ideia do que é isto, aqui. Gente agredida, outros que já nem saem para ver jogos nos cafés, outros que já nem dizem que são benfiquistas. Estes gajos são uns fanáticos. E a mesma gente que antes tinha uma atitude de respeito. Alguns deles até eram do Benfica.

Mas o que é que mudou?

O Salvador. Desde que chegou, tem imposto uma cultura de ódio ao Benfica. O mais estúpido é que as pessoas não pensam por elas. Vão todas em rebanho.

Mas isto não pode ser só gente de Braga.

Claro que não. Há portistas que vão ver os jogos do Benfica para os cafés só para arrumarem confusão. Os superdragões vêm sempre que o Benfica joga na Pedreira. Este ano muitos dos que fizeram aquela confusão toda foram gajos do Porto. O ano passado vieram para evitar que os benfiquistas de Braga festejassem.

E os bracarenses não se insurgem contra isso?

Claro que não. O clube está patrocinado pelo Porto, vai ganhando mais vezes. Isto aqui é pior que no Porto.

(entrámos no café. Bebemos mais umas e fomos para o estádio. À despedida, o sportinguista que é do Braga, às vezes do Porto e nunca do Benfica)

Vejam lá, tenham cuidado!

O resto foi estádio. Um jogo de futebol. Que correu mal para o Benfica, apesar de ter sido muito melhor. No fim, à saída do Estádio e apesar de terem ganho, umas centenas de adeptos bracarenses esperavam a saída dos benfiquistas. Uma corrente de polícia a segurar os cães com raiva e eu a ver aquilo muito mal parado. Crianças, mulheres, velhotas pelas ruas de Braga a chamar nomes a quem levava o cachecol do Benfica. Gente que educa os filhos, que paga os impostos, que compra o pirilampo mágico. Gente. A mesma que, toldada pelo sucesso do Braga, se esquece de que vive em sociedade e, potenciada pelos métodos portistas de décadas, faz de Braga uma filial nojenta do Porto. O mesmo ódio naquelas caras, a mesma raiva, os mesmos animais.

Tenho um grande amigo, o Sérgio, deste mesmo blogue, que me diz que temos (clube) culpa de nos odiarem. Pela petulância e arrogância com que os nossos dirigentes falam e que os adeptos, alguns, seguem. Discordo. Há, é verdade, uma mania de grandeza por vezes estupidificante entre os benfiquistas mas nada, NADA, justifica estes comportamentos desta gente de cidades fantásticas como Braga e Porto. Nada, NADA, justifica este estado de espírito, esta venda dos princípios morais. Por muito que se ganhe. Por pouco que se ganhe. Quem perde é o país. Perdemos todos.

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#maufeitio

Solução telemarketing

A propósito deste artigo aqui, deixo, grátis e sem custo, uma dica:

Logo no início da conversa, digo:
– Desculpe, não estou interessado!
E respondem do outro lado:
– Mas como pode não estar interessado, se ainda não lhe fiz a proposta?
E aqui sobe-me a mostarda ao nariz:
– Eu também não lhe disse no que é que não estou interessado: NÃO ESTOU INTERESSADO EM TELEMARKETING! Com licença.
E desligo.

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#maufeitio

Noivos obrigam padre a falhar compromisso

(Inspirado no jornalismo parcial e pacóvio)

O padre já estava preparado para a cerimónia há mais de 15 minutos, mas os noivos tardavam em aparecer na igreja. O seu próximo compromisso marcado na agenda estava irremediavelmente perdido e, com certeza, isso iria ser objecto de indignação dos implicados.

Ao que o nosso jornal apurou, o caso correu no passado dia 25 de Junho, na Batalha onde cerca de uma centena de pessoas, entre crianças e idosos, fotógrafos e repórteres de vídeo, se preparavam para o casamento. A cerimónia seria celebrada por um padre dos Marrazes que aceitou presidir ao casamento a pedido dos noivos com apenas uma condição: deviam ser pontuais por forma que a cerimónia começasse às 16h00. A razão é que tinha um compromisso em agenda marcado para as 16h45 a que não queria nem podia faltar.

“Eu informei  os noivos Miss Cookie e Stalion85 de forma bem clara dessa condição que, afinal de contas era a única e não tinha nada de transcendente já que considero um princípio básico da educação. Vi a hora combinada para a celebração a aproximar-se e percebi que as coisas não iriam correr muito bem, já que, nem sequer os convidados, estavam presentes. Ainda pensei em telefonar a um colega que me substituísse na função, mas acabei por não fazê-lo, por achar que os noivos podiam não gostar”, relata o padre.

Ao Diário de Leiria, o padre reconhece que poderia ter insistido mais na única condição imposta para a celebração e que está a pensar em, doravante, redigir um contrato que possa salvaguardar as posições e as responsabilidades dos intervenientes, incluindo cláusulas que prevejam sanções para os que faltam, por exemplo, ao cumprimento do horário estabelecido.

“Quando os noivos e os seus familiares chegaram, ameaçaram-me. Se não fizesse o casamento, iriam pôr a boca no trombone e relatar as suas versões na comunicação social”, adianta o padre, acrescentando que “foi tormentoso decidir avançar com o casamento, mesmo sabendo que o atraso tinha sido deles e que, face ao que tinha combinado com eles, nada me impediria e os deixar, salvaguardando a realização de celebração por um colega; afinal estava em causa um compromisso inadiável”.

O casamento acabou por se concretizar. O padre não teve outro remédio senão encurtar a cerimónia “a fim de minimizar as consequências irreparáveis do atraso da agenda”.

Mais tarde, entrou em contacto com os noivos e os respectivos progenitores dando-lhes conta da sua tristeza pelo comportamento deles e que, apesar dos danos causados à sua honra e bom nome, iria tentar ultrapassar toda a situação. Como resposta da parte deles, teve um seco “não fez mais que a sua obrigação: é padre está lá é para servir as pessoas”.

Ao Diário de Leiria, o padre esclarece ter tornado público o caso para que “episódios como este não se voltem a repetir”.

Contactados pelo nosso jornal, Miss Cookie e Stalion85 mostraram-se indisponíveis já que, na altura, estariam a ver as fotografias e o vídeo daquele dia.

Diocese lamenta o sucedido

Contactada pelo nosso jornal, a diocese de Leiria-Fátima confirma ter conhecimento do caso. “Os noivos atrasaram-se como é muito frequente”, informam, acrescentando que “o cumprimento dos horários combinados e uma falha comportamental grave e reveladora da educação das pessoas; infelizmente, a sociedade parece ser demasiado tolerante acerca deste tema; da nossa parte, mesmo contra ventos e marés, vamos tentando incutir alguns princípios básicos de convivência em sociedade, mas vivemos sob a permanente ameaça do recurso aos fóruns sociais por parte de quem falta sistematicamente aos compromissos”.

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#maufeitio

o que me faz rir…

…é um casal de noivos queixar-se de ter ficado pendurado no altar por o padre se ter ido embora por causa da atraso deles!

Casal de noivos critica actuação de padre dos Marrazes, que abandonou a igreja sem realizar a cerimónia. Casamento acabou por ser celebrado pelo pároco da Batalha
Preparavam-se para casar, mas o atraso de cerca de 15 minutos, levou o padre que iria celebrar a cerimónia a abandonar a igreja, deixando um casal de noivos ‘pendurado’ no altar.
Ao que o nosso jornal apurou, o caso ocorreu no passado dia 25 de Junho, na Batalha, onde cerca de uma centena de pessoas, entre crianças e idosos, se prepararam para testemunhar o casamento, sendo a cerimónia celebrada por um padre dos Marrazes, concelho de Leiria, que aceitou presidir ao casamento a pedido dos noivos, supostamente com uma condição: que começasse às 16h00, pois tinha outro compromisso marcado para as 16h45, na freguesia dos Milagres. (Diário de Leiria)

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