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Três caches em Fátima

2013-03-16 12.15.04Como costume fazer uma vez por ano, por estas alturas, desloco-me até Fátima por motivos de trabalho que envolve umas boas dezenas de malta nova que participam na peregrinação anual da diocese de Leiria-Fátima. E também já começa a ser tradição eu arranjar uma ou duas caixitas para fazer, pelo que, desta vez, ainda não foi excepção. E ainda bem: o saldo revelou-se muito positivo, com três boas caches, das quais, duas estavam nomeadas para os prémios GPS.

#153, 16-03-2013 @12:10 GC39J9C

E as coisas começaram logo da melhor maneira. Um ligeiro desvio do caminho habitual que passa pela Loureira, levou-me aos moinhos que já conhecia, apesar de estarem num trajecto pouco utilizado. Daí que não precisasse do gps para calcular a zona do ponto zero e estacionasse o veículo a escassos metros de onde se encontrava o tesouro. Só posso dizer que o dono da cache foi de um descaramento que não lembra o diabo, para além de ter tido um brio na sua construção que não se vê muito por aí. Só posso fazer figas para que ela, a cache, sobreviva muitos e bons anos a fim de continuar a homenagem que é devida aos construtores e utilizadores daqueles monumentos.

#154, 16-03-2013 @12:26 GC3A767

Como tudo isto foi tão rápido, decido que ainda há tempo para mais uma que se encontrava a caminho. A zona envolvente já a conhecia, bem como a escultura que serve de ponto de referência. Com o andróide na mão, foi procurar o ponto zero. Aqui a coisa parece que emperrou, já que me queria levar para dentro de propriedade privada, não sem antes me picar num silvado que aí se encontrava. Na leitura dos logs anteriores, vi referências a um mecanismo, mas este tardava aparecer pelo que decidi alargar as buscas por causa do arvoredo. Em boa hora o fiz. Imediatamente, o meu olhar dirigiu-se para um monte de pedras suspeito que, afinal, guardavam o tal mecanismo que mantinha a criatura suspensa no alto. Muito bom. Mais uma descarada que, à semelhança da anterior merece rasgados elogios e votos de uma longa vida.

E, de manhã, era tudo, que não havia tempo para mais.

#155, 16-03-2013 @15:34 GC2QC79

Mais à tarde, ainda deu para uma fugida rápida, a uma cache que estava a poucas dezenas de metros do local onde me encontrava. Reparei que alguém estaria ali para o mesmo, mas a forma suspeita como rodeava a rocha, indicava que era geocacher. Não trocámos palavras, mas foi quase o suficiente para ter a certeza de que o taparuére estava por ali. No entanto, sem a fotografia “spoiler”, era capaz de não conseguir os meus intentos. Aliás, a própria foto era de difícil interpretação e ainda andei ali uns minutos a anhar. Missão cumprida.

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Em Ponte de Lima

Esta mini-tour terá sido das mais especiais ao longo do meu percurso geocachiano. Em primeiro lugar, porque integrou a minha peregrinação em bicicleta a Santiago, culminando o primeiro dia de pedalada. Depois, porque estão numa das mais belas localidades de Portugal que tive o prazer de conhecer há uns anos atrás.

Se descrevesse aqui as aventuras vividas no enquadramento desta busca, as palavras não caberiam num único “log” e nem saberia quantas notas teria de acrescentar. É mais fácil remeter para o “nosso” facebook, onde estão narradas parte das experiências dos participantes nesta aventura: https://www.facebook.com/bicigrinacao

Remeto-me para a busca das caches propriamente ditas, as únicas a que me propus nesta viagem, num momento de descontracção que me permitiu revisitar a povoação.

#150, 09-02-2013 @19:49 GC3M2P8

A primeira – Largo de Camões – foi fácil, bastando para isso seguir as instruções do dono e fazer o tal telefonema. Curiosamente, no pequeno grupo ia o padre que, por também falar ao telefone, nem se deu conta do que eu ia fazendo. Imaginem a cara dele quando, depois de eu ter feito o registo, se deu conta de que tinha participado num jogo de que nem gosta muito.

#151, 09-02-2013 @20:05 GC1C6VM

No regresso ao albergue, junto-me a mais dois colegas que iam no encalço dumas caixitas. Já se encontravam a procurar a “princesa do Lima”, pelo que, quando cheguei, pouco mais fiz que assinar o livrinho ali debaixo daquele antigo alpendre.

09-02-2013 @20:12 GC20YB6

A próxima investida estaria a uns 200 metros. Porém, o “Arnado Limiano” encontrava-se dentro do jardim que, na altura estava encerrado. Leva um “smile” azul.

#152, 09-02-2013 @20:41 GC3D58Y

A hora da janta aproximava-se, mas ainda daria tempo para ir até ao “Festival Internacional de Jardins”. Deste pequeno lote, foi a que deu mais gozo encontrar por o recipiente estar completamente integrado na natureza. Curiosamente, de todas é a que não tem favoritos e eu, como não tenho voto na matéria nestas coisas, também não o posso deixar.

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Igreja de Caxarias

igreja de caxarias#149, 12-01-2013 @23:38 GC3CZB7

Inesperadamente, surge mais um “smile” na lista. Esta cache não estava nas minhas cogitações. Numa deslocação a Caxarias motivada por uma actividade com os jovens daquela vigararia, a páginas tantas, surge o desafio do Davide:

– Temos aqui uma na igreja.

– E tem-la aí no teu telemóvel.

– Não.

– Então, deixa cá ver…

De facto, estávamos a uns cinquenta metros da dita cuja. Restava aguardar que o gps começasse a trabalhar convenientemente para irmos em busca do tesouro. Não nos podíamos demorar muito, por estar à boleia do irmão dele que, tenho para mim, é um anti-cacheiro. A chuva também não estava a ajudar nada e, temporariamente, abrigámo-nos à porta do templo, à espera que amainasse.

À primeira oportunidade, lá andámos às voltas do palco. Sim, porque a agulha do radar estava a padecer de uma incongruência qualquer que nos deixava um pouco à nora.

Finalmente, lá me atrevi a agachar-me e a procurar no sítio mais óbvio. Continuava a chover, mas lá deixámos a nossa assinatura.

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No Pilado e na Garcia

carvão no Pilado#144, 16-12-2012 @10:17 GC41M05
#145, 16-12-2012 @11:33 GC3P0YF

Confesso que não sou propriamente fã de multicaches. Acho que sou uma vítima da sociedade de consumo, quero as coisas na hora, sem ter que andar ó-tio-ó-tio, de produção imediata. Uma multi é o contrário disso, porque não é chegar, procurar e registar. Obriga a andar e procurar tantas vezes quantos os pontos de passagem. Daí, as probabilidades de insucesso aumentam exponencialmente.

Acontece que, aqui na zona, as regulares já estão quase todas de sorriso amarelo, pelo que tenho de me virar para as de cima. E, lá está, numa demanda normal, no lugar de duas caches, teria registado seis, já que, cada uma delas tinha três pontos a visitar. Mas querem saber uma coisa: gostei! Estavam muito bem construídas e deu gosto fazê-las. Por isso, vamos ao que interessa, que é a narrativa da coisa.

A primeira meta seria o Carvão do Pilado que me aguçou a curiosidade pela leitura da descrição: não fazia a mínima ideia do processo de fabricação de carvão. Chegar ao local não foi fácil. O ponto zero indicava o meio de um pinhal e eu não via caminho para lá chegar pelo que tive de optar por um trilho que me pareceu usado para o efeito. Antes disso, ainda me passou pela cabeça dar uma biqueirada a um dos caninos que teimava em ladrar coladinho à bicicleta. Safaste-te desta; na próxima talvez tenhas menos sorte.

Chegado ao local, facilmente dei com o cofre (mas que rico investimento foi feito nesta cache!) quase afogado pelas intempéries dos últimos dias. Imediatamente tive de o deixar sem aceder ao comteúdo: a chave estaria bem longe dali, pelo que tá de pedalar mais uns mil metros.

O segundo ponto também não foi difícil. Encontrei a pinça que imaginaria ser necessária para retirar a chave do cofre o seu repouso, pelo que levei-a comigo até ao terceiro ponto. E afinal, nem era preciso pinça. A chave, num estojo todo pipi, era de fácil acesso. Assim, antes de abrir o cofre, teria de devolver a pinça mais o respectivo frasquinho, à sua procedência.

Quando cheguei novamente ao ponto inicial, desta vez teria a companhia do… dono da “oficina”. Obviamente sabia do que me trazia àquelas paragens e ainda estivemos na conversa um bom bocado, a falar de coisa do carvão e de caches. Na altura do registo no livrinho, ele próprio atestei as ténues condições em que ele se encontrava: completamente molhado e em risco de se deteriorar a qualquer momento.

– Pronto, e agora vou pôr a chave no sítio onde estava, não vá alguém ficar de mãos a abanar e ter de usar um pé-de-cabra qualquer. Até mais ver e boa continuação. – E na despedida, já ia com a cabeça na segunda multicache da jornada: os Cantinhos da Garcia.

O primeiro ponto, é uma daquelas fontes onde, geralmente se encontra a companhia de gente que vai abastecer-se de água para consumo. E quando isso acontece, a nossa presença parece que causa algum desconforto, tal a maneira como nos olham de alto a baixo. Também apenas demorei o estritamente necessário para conseguir fazer os cálculos e encontrar as coordenadas do segundo ponto.

Este foi o que mais me moeu o juízo nesta manhã. Ainda julguei que aquela gaiola fosse resultado da arte do carpinteiro e ainda estive, vai-não-vai, para deixar lá um papelinho a confirmar o registo. Mas, lendo os logs, cheguei imediatamente a duas conclusões: aquele objecto não era a cache e o ponto final estaria numa terceira coordenada.

E para quem tem alguma formação teológica, a dica começava agora atrapalhar:

a) está a referir-se ao José e terei de procurar esse nome inscrito algures?

b) está a referir-se à profissão dele – carpinteiro – e procurar uma obra em madeira? (e ali havia tanto sítio para procurar)

c) está a referir-se a Deus e procurar uma representação maçónica que facilmente se enquadraria nas tesouras que sustentam as telhas?

d) está a referir-se ao Espírito Santo e aí terei de rezar a todos os santinhos para encontrar a cache?

O que é certo é que procurei e remexi e dei umas cabeçadas nas traves (estava de capacete, ainda bem) e nada. Li logs de alto a baixo e nada. Mexi em cunhas e barrotes e nada. Quando já estava quase a desistir, lá fiz mais uma tentativa e toquei, sem esperança, num objecto igual a outros que davam segurança aos madeiramentos.

– Caramba! É isto. – Tinha encontrado a coordenada final que me levava para uma fonte perdida no meio do pinhal. (Mas quem é que se dá ao trabalho de construir uma fonte no meio do nada sem utilidade nenhum, acho eu?).

E agora? O sinal de gps estava naturalmente baralhado pelo arvoredo. Conforme a dica, aventurei-me pela vala que as chuvas dos últimos dias tinham alagado um pouco. Menos cuidado e sairia dela com os pés encharcados. Porém, só alguns minutos mais tarde, numa segunda tentativa, é que encontrei a caixa lá dentro do ninho.

Siga para casa que ainda tenho de passar pelo padeiro.

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Fonte Santo Amaro

fonte santo amaro#143, 09-12-2012 @17:18 GL9XEK8J

Em deslocação à Ortigosa para tratar de assuntos natalícios que têm a ver com um casal de quem somos amigos secretos – agora, não esqueçam, e vão dar com a língua nos dentes e desmanchar a surpresa – havia de fazer a visita à fonte de santo Amaro.

Pelo meio do percurso, ainda deu tempo para ser ligeiramente abocanhado por dois caninos que teimavam em chatear-me. Apesar dos esforços do que eu penso ser o dono em enxotá-los, tive de me apear do velocípede e dar-lhes uma rabecada, que aquilo não era coisa que se fizesse a um visitante.

O local da fonte já é sobejamente conhecido. O mesmo não posso dizer do parque infantil das traseiras, que ignorava completamente a sua existência. Já tinha passado muitas vezes ao lado da fonte e visto gente abastecer-se da água que lá corre. Desta vez, calhou-me a mim provar daquele líquido. Bem bom, diga-se.

Já a cache, apesar do ligeiro desvio indicado pela bússola, não tardou em aparecer. É daquelas que, de tão à vista, passam despercebidas. E dessas gosto eu. Lá deixei o autocolantezinho da praxe e regressei pelo mesmo caminho.

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Rotunda e Talefe

VG BoavistaLogo de manhãzinha – nesta altura do ano, às 9h00 de domingo é quase madrugada… – e devidamente aperaltado, lá sigo para mais uma pedalada. Desta vez, tinha companhia. Aliás, se não fosse o meu irmão, certamente, ao ver os campos cobertos do branco da geada, teria desistido de trocar o quentinho da cama pela vento frio que apanharia na primeira parte do percurso.

#141, 02-12-2012 @09:49 GC39CQ9

O primeiro destino seria a rotunda José Gregório, onde estacionámos os nossos velocípedes e actualizámos as informações acerca da caixinha. De facto, era tão caixinha que demorou a aparecer. Registos anteriores bem chamaram a atenção: ela passa-nos nas mãos mas, de tão discreta e minúscula, temos de rever tudo de novo para darmos com os olhos nela. Foi o que aconteceu. Mesmo para retirar o livrinho, tão bem aconchegado no seu casulo, foi necessário recorrer a ferramentas suplementares: mãos de homem, não o conseguem fazer sozinhas.

#142, 02-12-2012 @10:01 GC3RCZB

O segundo ponto da nossa viagem, fixou-se logo no local, de onde se avistava a torre de vigia junto à escola. Chegados, e ufano das minhas certezas relativamente ao ninho da cache, acabei por bater com o nariz na porta. Afinal, a interpretação que fiz da fotografia “spoiler” revelou-se desastrada. Só lá para a quarta tentativa é que, finalmente, demos com ela. Estava molhadinho, o pobre coitado. Falo do livro, pois o seu receptáculo, precisa de ser reformado.

O terceiro ponto seria a fonte da Albergaria. Após uma visita ao presépio da Comeira para cumprir o “challenge” proposto pelo parceiro de viagem, chegámos ao primeiro ponto. Desnecessariamente, diga-se, já que o meu irmão tinha na sua posse o que julgamos ser as coordenadas finais. Digo, julgamos, porque a busca redundou num fracasso pelo que leva uma careta azul. Ficará a aguardar novas investidas da nossa parte

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