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Monte de São Brás (Nazaré)

#169 28-07-2013 @16:14 GC1BR06

Esta foi inesperada. Em dia de piquenique com a família que, alguns quilómetros depois de termos visitado o mosteiro de Alcobaça, lá acabámos por assentar arraiais junto ao monte e desfrutar de uma refeição.

Depois dos comes, aparece o desafio: vamos lá acima? – O meu irmão já conhecia o ponto e já o tinha logado. Mas o calor e a vontade de fazer tudo menos andar, fizeram-me engelhar o nariz.

Acabou por me convencer. Que era perto e fácil. E eu fui na cantiga. Sim, é perto, mas não é fácil. E antes de o saber, acedi levar o meu pirralho de quatro anitos que imaginei obrigar-me a dar meia volta a meio do caminho. Isso não aconteceu por vontade dele, mas a minha vontade ia quase dando das suas. Mas não, resisti até ao fim em piso de areia e escadas a pender para o íngreme.

Chegámos. De cansado que estava, apetecia-me tudo menos subir mais umas rochas para fazer um registo de uma cache. Mas o bicho é mais forte que eu e tão depressa não porei ali os pés.

Depois de alguns espinhos marcados na perna, juntei mais uma ao meu singelo registo.

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Na Altura e redondezas

Há quanto tempo já não rabiscava umas palavritas por estas bandas. E, diga-se de passagem, que a vontade continua assim a modos que bem longe. Mas este complexo de obrigação, faz com que tenha de tirar as teias de aranha à parte do meu cérebro que ainda consegue produzir alguma coisa.

Este ano, as curtas férias levaram-me a uma ponto do nosso Portugal, ali, onde as águas marinhas aparecem mais cálidas, a apanhar ainda as que vêm do Mediterrâneo. Já estava na “altura”. Das vezes anteriores que escolhi praias algarvias, as coisas não correram muito bem: ou era água fria, ou gente a mais, ou mar encrespado. Ou os três juntos. Daí que arrisquei mais uns quilómetros e abanquei na raia espanhola, entre Manta Rota e Monte Gordo. Em boa hora o fiz: tudo o que não tive das outras vezes, agora já me satisfazia. E não admira que apenas três dias depois do início da estadia, tenha começado a minha busca de taparuéres. Começado e acabado, já que este tipo de programa acabou por não constar de mais dia nenhum.
Enquanto os outros dormiam a sesta – que, a mim, me deixa com um mau feitio que tresanda – eu aproveitei para dar uso ao gps.

#162 24-07-2013 @10:20 GC33FY5

A primeira (Praia de Altura) a procurar, era óbvia. Estava ali ao lado do caminho que fazia todos os dias para os banhos. Só tinha de me desviar do passadiço e deixar a minha marca.

#163 24-07-2013 @14:31 GC354ZP

A segunda (Praia da Manta Rota) já estava mais longe. Chegada à praia onde o nosso primeiro quis descansar alguns dias, depressa cheguei à conclusão de que o ponto zero era muito frequentado. Aliás, era o local de passagem principal de acesso à praia de Manta Rota. Como quem não quer a coisa, sentei-me no passadiço e, apanhando os transeuntes distraídos, lá acedi ao recipiente.

#164 24-07-2013 @14:49 GC310NH

A terceira (Estação de Cacela – Projecto GeoGare), depois de umas buscas de alguns minutos e alguns espinhos marcados na pela, também, afinal de contas, estava de fácil acesso.

#165 24-07-2013 @14:56 GC3F9YT

A quarta (ECOVIA do LITORAL – KM 199), também foi mais um drive-in num cruzamento. A dica dizia tudo, pelo que chegar e escrever no livrinho.

#166 24-07-2013 @15:31 GC14NHC

A quinta (O azul de Cacela Velha) foi a que me possibilitou a melhor paisagem, do dia. E a que me deu mais água pela barba. Ainda andei ali às voltas, no exterior da muralha. Mas, afinal de conta, não seria preciso sair da povoação.

#167 24-07-2013 @15:42 GC3F9Y8

A sexta (ECOVIA do LITORAL – Recarrega Energia), para não fugir à regra, também era de fácil acesso.

#168 24-07-2013 @15:47 GC3F9XM

E, finalmente, a sétima (ECOVIA do LITORAL – KM 197), já em modo de “está na hora de ir p’ra casa”, compôs o ramalhete sem problemas de maior.

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7/6

Se soubessem o tormento que neste momento me invade para escrever estas linhas… Mais valia estar quieto, diriam. A verdade é que há uma vozinha cá dentro que me obriga a dar continuidade a um compromisso que me fiz a mim próprio: qualquer cache que seja, seja em que circunstâncias fôr, merecerá o meu registo e um tempinho da minha vida para “logá-lo”. Talvez esteja a atravessar aquela fase do “isto já não me diz muito”, ou então é este tempo que me deixa assim, sem sal, sem vontade, sem nada. Ou então é por ser de manhã e eu estar com um pilha de trabalho “comó caraças”. Adiante, que não têm de levar com as minhas queixinhas.

A minha travessia no deserto foi longa. Quero dizer: há muito tempo que não fazia uma caixita. Mais propriamente há mês e meio. De maneiras que hoje deu-me para a desforra e, feitas as contas, resultou num índice de 7/6: procurei sete, achei seis. Aliás, estes números são, para mim qualquer coisa de fantástico. E os taparuéres também não se saíram nada mal.

#156 01-05-2013 @10:56 GC27YN1

A primeira investida foi a Filarmónica de São Tiago de Marrazes. Foi tipo “drive-in”, só que de bicicleta. Apesar de ter estacionado do outro lado da estrada, depressa percebi, pela dica, onde se encontrava a dita cuja. Aliás, esta bem podia ser prima de uma das minhas caches: o parafuso que parecia ser a cereja no topo do bolo era bem revelador do local. Siga.

01-05-2013 @11:17 GC4A2QC

Chegado aO TENENTE ESQUECIDO, já a coisa piou mais fino. Não sei se do gps se do local, a verdade é que não dei com ela. Para um grau de dificuldade de 1,5, parece que, desta vez, eu andava com o faro completamente confuso. (Agora, vendo a descrição, parece que houve correcção de coordenadas… grrrrrrr).

#157 01-05-2013 @11:26  GC45R3G

Já na Estação de Leiria, como uma mão lava a outra, foi reposto o equilíbrio: a cache, apesar de bem camuflada e do gps me mandar, numa primeira instância para o outro lado da linha, apareceu de forma natural e sem problemas de maior.

#158 01-05-2013 @11:41 GC3W1Z8

A manhã seria toda minha, mais da minha companheira de duas rodas, pelo que, aproveitaria para fazer o mini-trail que há muito estava nos meus planos. O caminho para a cache 04 – Mini Trail do Lis: Caminho de Ferro, era-me desconhecido, apesar de passar perto todos os dias. Acabou por revelar-se um percurso bem agradável, sobretudo no ponto 3. Comecei pelo 4, e comecei bem. Chegado ao ponto zero, não estava fácil imaginar o local de repouso para a caixa. Seria do outro lado da linha? Uma vista rápida aos logs, confirmava que estava no local certo. Mas teria de ser mais aventureiro e meter a mão e o braço com cuidado. A verdade é que esta não é para crianças, por ser mais pesada que muitos dos halteres habituais. E umas mãos mais mimosas, sofrerão alguns danos. Veredicto: muito boa, bem camuflada.

#159 01-05-2013 @11:49 GC3W1WN

No ponto 03 – Mini Trail do Lis: Casa Abandonada, aconteceu-me o meso que a outro: o que me parecia um objecto banal de, quiçá, a roçar o resíduo abandonado, acabou por ser o objecto da investida. Bem escondida, gostei ainda mais do local, para mim completamente desconhecido, mas bonito e muito sereno.

#160 01-05-2013 @12:04 GC3W1RD

O caminho para o 02 – Mini Trail do Lis: Campos do Lis, é que ainda me obrigou a meter por carreiros sem saída. E não apenas eu. Também outros ciclistas andavam na zona, talvez a fazer uma prospecção de terreno. Depois de duas ou três tentativas lá cheguei à que interessava. Uma coisa é certa: dá nas vistas. Um contentor daqueles nunca passa despercebido. Vale, no entanto, estar num sítio de difícil acesso. Muito bem engendrado, à semelhança dos melhores que tenho visto. Não precisei de bomba, por ter conseguido resolvido o acesso com umas valentes baforadas.

#161 01-05-2013 @12:20 GC46FCZ

Entretanto, aproximava-se a hora da comidinha e a Capela de São Jorge acabava por ficar em caminho. Como poeria passar ao lado, esta também não me escaparia. Foi mais uma rapidinha numa cache normal e fácil. Chamo a atenção do dono para o facto dela estar ligeiramente danificada.

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Três caches em Fátima

2013-03-16 12.15.04Como costume fazer uma vez por ano, por estas alturas, desloco-me até Fátima por motivos de trabalho que envolve umas boas dezenas de malta nova que participam na peregrinação anual da diocese de Leiria-Fátima. E também já começa a ser tradição eu arranjar uma ou duas caixitas para fazer, pelo que, desta vez, ainda não foi excepção. E ainda bem: o saldo revelou-se muito positivo, com três boas caches, das quais, duas estavam nomeadas para os prémios GPS.

#153, 16-03-2013 @12:10 GC39J9C

E as coisas começaram logo da melhor maneira. Um ligeiro desvio do caminho habitual que passa pela Loureira, levou-me aos moinhos que já conhecia, apesar de estarem num trajecto pouco utilizado. Daí que não precisasse do gps para calcular a zona do ponto zero e estacionasse o veículo a escassos metros de onde se encontrava o tesouro. Só posso dizer que o dono da cache foi de um descaramento que não lembra o diabo, para além de ter tido um brio na sua construção que não se vê muito por aí. Só posso fazer figas para que ela, a cache, sobreviva muitos e bons anos a fim de continuar a homenagem que é devida aos construtores e utilizadores daqueles monumentos.

#154, 16-03-2013 @12:26 GC3A767

Como tudo isto foi tão rápido, decido que ainda há tempo para mais uma que se encontrava a caminho. A zona envolvente já a conhecia, bem como a escultura que serve de ponto de referência. Com o andróide na mão, foi procurar o ponto zero. Aqui a coisa parece que emperrou, já que me queria levar para dentro de propriedade privada, não sem antes me picar num silvado que aí se encontrava. Na leitura dos logs anteriores, vi referências a um mecanismo, mas este tardava aparecer pelo que decidi alargar as buscas por causa do arvoredo. Em boa hora o fiz. Imediatamente, o meu olhar dirigiu-se para um monte de pedras suspeito que, afinal, guardavam o tal mecanismo que mantinha a criatura suspensa no alto. Muito bom. Mais uma descarada que, à semelhança da anterior merece rasgados elogios e votos de uma longa vida.

E, de manhã, era tudo, que não havia tempo para mais.

#155, 16-03-2013 @15:34 GC2QC79

Mais à tarde, ainda deu para uma fugida rápida, a uma cache que estava a poucas dezenas de metros do local onde me encontrava. Reparei que alguém estaria ali para o mesmo, mas a forma suspeita como rodeava a rocha, indicava que era geocacher. Não trocámos palavras, mas foi quase o suficiente para ter a certeza de que o taparuére estava por ali. No entanto, sem a fotografia “spoiler”, era capaz de não conseguir os meus intentos. Aliás, a própria foto era de difícil interpretação e ainda andei ali uns minutos a anhar. Missão cumprida.

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Em Ponte de Lima

Esta mini-tour terá sido das mais especiais ao longo do meu percurso geocachiano. Em primeiro lugar, porque integrou a minha peregrinação em bicicleta a Santiago, culminando o primeiro dia de pedalada. Depois, porque estão numa das mais belas localidades de Portugal que tive o prazer de conhecer há uns anos atrás.

Se descrevesse aqui as aventuras vividas no enquadramento desta busca, as palavras não caberiam num único “log” e nem saberia quantas notas teria de acrescentar. É mais fácil remeter para o “nosso” facebook, onde estão narradas parte das experiências dos participantes nesta aventura: https://www.facebook.com/bicigrinacao

Remeto-me para a busca das caches propriamente ditas, as únicas a que me propus nesta viagem, num momento de descontracção que me permitiu revisitar a povoação.

#150, 09-02-2013 @19:49 GC3M2P8

A primeira – Largo de Camões – foi fácil, bastando para isso seguir as instruções do dono e fazer o tal telefonema. Curiosamente, no pequeno grupo ia o padre que, por também falar ao telefone, nem se deu conta do que eu ia fazendo. Imaginem a cara dele quando, depois de eu ter feito o registo, se deu conta de que tinha participado num jogo de que nem gosta muito.

#151, 09-02-2013 @20:05 GC1C6VM

No regresso ao albergue, junto-me a mais dois colegas que iam no encalço dumas caixitas. Já se encontravam a procurar a “princesa do Lima”, pelo que, quando cheguei, pouco mais fiz que assinar o livrinho ali debaixo daquele antigo alpendre.

09-02-2013 @20:12 GC20YB6

A próxima investida estaria a uns 200 metros. Porém, o “Arnado Limiano” encontrava-se dentro do jardim que, na altura estava encerrado. Leva um “smile” azul.

#152, 09-02-2013 @20:41 GC3D58Y

A hora da janta aproximava-se, mas ainda daria tempo para ir até ao “Festival Internacional de Jardins”. Deste pequeno lote, foi a que deu mais gozo encontrar por o recipiente estar completamente integrado na natureza. Curiosamente, de todas é a que não tem favoritos e eu, como não tenho voto na matéria nestas coisas, também não o posso deixar.

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Igreja de Caxarias

igreja de caxarias#149, 12-01-2013 @23:38 GC3CZB7

Inesperadamente, surge mais um “smile” na lista. Esta cache não estava nas minhas cogitações. Numa deslocação a Caxarias motivada por uma actividade com os jovens daquela vigararia, a páginas tantas, surge o desafio do Davide:

– Temos aqui uma na igreja.

– E tem-la aí no teu telemóvel.

– Não.

– Então, deixa cá ver…

De facto, estávamos a uns cinquenta metros da dita cuja. Restava aguardar que o gps começasse a trabalhar convenientemente para irmos em busca do tesouro. Não nos podíamos demorar muito, por estar à boleia do irmão dele que, tenho para mim, é um anti-cacheiro. A chuva também não estava a ajudar nada e, temporariamente, abrigámo-nos à porta do templo, à espera que amainasse.

À primeira oportunidade, lá andámos às voltas do palco. Sim, porque a agulha do radar estava a padecer de uma incongruência qualquer que nos deixava um pouco à nora.

Finalmente, lá me atrevi a agachar-me e a procurar no sítio mais óbvio. Continuava a chover, mas lá deixámos a nossa assinatura.

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No Pilado e na Garcia

carvão no Pilado#144, 16-12-2012 @10:17 GC41M05
#145, 16-12-2012 @11:33 GC3P0YF

Confesso que não sou propriamente fã de multicaches. Acho que sou uma vítima da sociedade de consumo, quero as coisas na hora, sem ter que andar ó-tio-ó-tio, de produção imediata. Uma multi é o contrário disso, porque não é chegar, procurar e registar. Obriga a andar e procurar tantas vezes quantos os pontos de passagem. Daí, as probabilidades de insucesso aumentam exponencialmente.

Acontece que, aqui na zona, as regulares já estão quase todas de sorriso amarelo, pelo que tenho de me virar para as de cima. E, lá está, numa demanda normal, no lugar de duas caches, teria registado seis, já que, cada uma delas tinha três pontos a visitar. Mas querem saber uma coisa: gostei! Estavam muito bem construídas e deu gosto fazê-las. Por isso, vamos ao que interessa, que é a narrativa da coisa.

A primeira meta seria o Carvão do Pilado que me aguçou a curiosidade pela leitura da descrição: não fazia a mínima ideia do processo de fabricação de carvão. Chegar ao local não foi fácil. O ponto zero indicava o meio de um pinhal e eu não via caminho para lá chegar pelo que tive de optar por um trilho que me pareceu usado para o efeito. Antes disso, ainda me passou pela cabeça dar uma biqueirada a um dos caninos que teimava em ladrar coladinho à bicicleta. Safaste-te desta; na próxima talvez tenhas menos sorte.

Chegado ao local, facilmente dei com o cofre (mas que rico investimento foi feito nesta cache!) quase afogado pelas intempéries dos últimos dias. Imediatamente tive de o deixar sem aceder ao comteúdo: a chave estaria bem longe dali, pelo que tá de pedalar mais uns mil metros.

O segundo ponto também não foi difícil. Encontrei a pinça que imaginaria ser necessária para retirar a chave do cofre o seu repouso, pelo que levei-a comigo até ao terceiro ponto. E afinal, nem era preciso pinça. A chave, num estojo todo pipi, era de fácil acesso. Assim, antes de abrir o cofre, teria de devolver a pinça mais o respectivo frasquinho, à sua procedência.

Quando cheguei novamente ao ponto inicial, desta vez teria a companhia do… dono da “oficina”. Obviamente sabia do que me trazia àquelas paragens e ainda estivemos na conversa um bom bocado, a falar de coisa do carvão e de caches. Na altura do registo no livrinho, ele próprio atestei as ténues condições em que ele se encontrava: completamente molhado e em risco de se deteriorar a qualquer momento.

– Pronto, e agora vou pôr a chave no sítio onde estava, não vá alguém ficar de mãos a abanar e ter de usar um pé-de-cabra qualquer. Até mais ver e boa continuação. – E na despedida, já ia com a cabeça na segunda multicache da jornada: os Cantinhos da Garcia.

O primeiro ponto, é uma daquelas fontes onde, geralmente se encontra a companhia de gente que vai abastecer-se de água para consumo. E quando isso acontece, a nossa presença parece que causa algum desconforto, tal a maneira como nos olham de alto a baixo. Também apenas demorei o estritamente necessário para conseguir fazer os cálculos e encontrar as coordenadas do segundo ponto.

Este foi o que mais me moeu o juízo nesta manhã. Ainda julguei que aquela gaiola fosse resultado da arte do carpinteiro e ainda estive, vai-não-vai, para deixar lá um papelinho a confirmar o registo. Mas, lendo os logs, cheguei imediatamente a duas conclusões: aquele objecto não era a cache e o ponto final estaria numa terceira coordenada.

E para quem tem alguma formação teológica, a dica começava agora atrapalhar:

a) está a referir-se ao José e terei de procurar esse nome inscrito algures?

b) está a referir-se à profissão dele – carpinteiro – e procurar uma obra em madeira? (e ali havia tanto sítio para procurar)

c) está a referir-se a Deus e procurar uma representação maçónica que facilmente se enquadraria nas tesouras que sustentam as telhas?

d) está a referir-se ao Espírito Santo e aí terei de rezar a todos os santinhos para encontrar a cache?

O que é certo é que procurei e remexi e dei umas cabeçadas nas traves (estava de capacete, ainda bem) e nada. Li logs de alto a baixo e nada. Mexi em cunhas e barrotes e nada. Quando já estava quase a desistir, lá fiz mais uma tentativa e toquei, sem esperança, num objecto igual a outros que davam segurança aos madeiramentos.

– Caramba! É isto. – Tinha encontrado a coordenada final que me levava para uma fonte perdida no meio do pinhal. (Mas quem é que se dá ao trabalho de construir uma fonte no meio do nada sem utilidade nenhum, acho eu?).

E agora? O sinal de gps estava naturalmente baralhado pelo arvoredo. Conforme a dica, aventurei-me pela vala que as chuvas dos últimos dias tinham alagado um pouco. Menos cuidado e sairia dela com os pés encharcados. Porém, só alguns minutos mais tarde, numa segunda tentativa, é que encontrei a caixa lá dentro do ninho.

Siga para casa que ainda tenho de passar pelo padeiro.

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