#diário

num cantinho da sala

A propósito de coisas que não vêm ao caso, ouvi hoje:

— E o presépio lá está, num canto da sala…

“Estar num canto” é daquelas expressões em que eu não gostaria de ser palavra. Pode significar pôr de lado sem deitar fora. Como se de uma sentença se tratasse: mesmo que não sejas suficientemente inútil para te pôr a milhas, tolerarei a tua presença desde que ela não ocupe muito espaço na minha vida. É isso: tolera-se. Mas não é por acaso que “tolerância” e “tolice” são palavras que se arriscam a ter os mesmos genes e serem, por conseguinte, consanguíneas. E o presépio tem, por ora, essa particularidade: tolera-se, desde que haja um bom espaço para os enfeites de uma árvore de nylon e presentes mandados vir de um qualquer armazém da europa que serviu de entreposto da china.

Lá em casa, o presépio não está num canto. Está quase a um canto. No canto dos brinquedos dos putos, que também é na sala. Era o que restava ocupar, sabendo que seria temporário. Mas não deixa de ser um canto. No caso, um bom canto. Um encanto, então. Faz companhia à tal árvore e estão os dois em cima do tapete comprado no ikea. Daqueles verdes, que têm estradas e estacionamentos de brincar. Baratinho, por sinal. Estava em promoção.

E ao lado, da árvore, do presépio e do tapete, está uma catrefada de brinquedos, empilhados em caixas, num armário a condizer com nada. É lá que um par de pestes se junta para viver aventuras imaginárias de super-heróis que só eles trazem naquelas cabeças. E entre homens-aranha e capitães-américa, há uma vaca, um burro e um indivíduo chamado Zé, mais a mulher, Maria. Curiosamente, o que tem mais poderes até é um garoto, recém-nascido, que substituiu as capas e os collants por uma fralda de pano enrolada à pressa e que percorre a cidade num bólide que, estranhamente, mais parece um masseiro cheio de palha.

Standard
#diário

pasquinada

Pode-se-lhe chamar passatempo, hobbie, defeito de formação, sei lá. O que sei é que gosto de esmiuçar as palavras, abrir-lhes as entranhas e procurar o que as fez nascer e dar-lhes vida.

Numa recente estadia em Roma, encontrei, num momento aleatório, a oportunidade de deleite nesta área. Estávamos ali, na praça Navona, quando a interpelação de um dos nossos cicerones — por acaso, uma — nos leva a uma praceta contígua, de nome piazza di Pasquino.

Piazza-di-Pasquino.-Pasquim-02

Verdade seja dita: o lugar não tem nada que os olhos de um turista possam admirar. Estamos em Roma: aquela é uma vulgar praça com construção típica, comércio típico, trânsito típico. Portanto, aparentemente essa vulgaridade seria motivo de desinteresse não fosse o enquadramento histórico daquele espaço.

Pasquino é o nome da estátua parlante mais famosa de Roma.

Piazza-di-Pasquino.-Pasquim-03

De certeza, não será famosa pelos seus atributos escultóricos e beleza estética. Na verdade, parece mais um resto de estátua, arrumada num canto da cidade.

As statue parlanti di Roma ou Congrega degli Arguti foram uma série de estátuas — tradicionalmente seis — em que, a partir o século XVI, se imortalizaram sátiras contra tentativas de repressão de papas, cardeais e nobres. Essas estátuas tornaram-se numa alternativa para a expressão política anónima em Roma. As críticas, na forma de poemas ou gracejos, eram publicadas nas estátuas mais conhecidas de Roma, como uma instância dos primeiros quadros de avisos (cfr. wikipedia).

Piazza-di-Pasquino.-Pasquim-04

O que torna esta em particular tão especial — para além de ter sido a primeira a surgir — é o facto de ter dado origem à palavra pasquim e, por conseguinte, pasquinada.

Hoje em dia, o termo pasquim — que foi título de um semanário satírico brasileiro nos anos 70 e 80 — é comummente depreciativo e significa jornal de baixa qualidade, sem importância, jornaleco (cfr. Priberam).

[Adenda] No Ciberdúvidas fui encontrar, ainda, estas informações:

Pasquim vem do italiano «Pasquino», nome de um sapateiro romano do século XV: à porta da oficina, foi encontrada uma estátua helénica do século III a.C., e criou-se o costume de nela colocar bilhetes satíricos, nem sempre primando pela elevação da linguagem.
Cada um destes recados passou a ser conhecido pelo nome do sapateiro. Pasquino ultrapassou fronteiras e foi aportuguesado como pasquim, denominação muitas vezes pejorativa de um jornal, mas nem sempre.
A história do melhor jornalismo satírico, se quiser ser objectiva, nunca poderá ignorar um periódico brasileiro – chamado, exactamente, “O Pasquim”.

N.E.: Segundo o dicionário Aurélio, a palavra Pasquim significa um jornal ou panfleto difamador ou uma sátira afixada em lugar público. José Pedro Machado conta a história do termo: chegou ao português através do francês, com origem na palavra italiana antiga «pasquino».
Pasquino era o nome de uma estátua mutilada, achada na Rua del Governo-Vecchio em Roma, colocada depois numa pequena praça que acabou por receber este nome. Ficava defronte da estátua de Marfório e os satíricos divertiam-se em afixar perguntas no pedestal de Marfório cujas respostas – já preparadas – eram afixadas no pedestal da estátua de Pasquino. Ele conta que Castelvetro, no livro Ragione d’alcune core (1560), afirmou que o nome da estátua veio de um alfaiate que morava perto do local onde o torso de mármore foi encontrado e que era muito mordaz.
Durante o regime militar no Brasil, foi criado um jornal humorístico que ironicamente recebeu o título de Pasquim. Nele participaram alguns dos mais importantes nomes do humor brasileiro, como Millor Fernandes, Ziraldo e Jaguar. O facto de este jornal conseguir fazer rir a respeito do regime autoritário levou a que o nome pasquim perdesse, no Brasil, um pouco do seu sentido pejorativo. O mesmo não ocorreu em Portugal.

Standard
#diário, artes

ser feliz a olhar para cima e espantar-se

— Gostava que visses! — É assim que, não raras vezes, terminamos uma narrativa para a qual não conseguimos arranjar palavras, as palavras certas, aquelas que levam o interlocutor a ver o mesmo que nós vimos.

A visitar Roma, experimentamos esta sensação no regresso. A sua monumentalidade é qualquer coisa de fascinante. Arregala-nos todos os sentidos e deixa-nos com aquela insatisfação que nos faz desejar voltar e ficar ainda mais tempo, o tempo suficiente para nos deliciarmo-nos com cada pormenor, cada tom de cor, cada toque de cinzel.

Da cidade eterna, há paradigmas dessa monumentalidade que nos vêm logo à mente: a Basílica de São Pedro, a Capela Sistina, a fonte de Trevi (?) e o Coliseu. Todavia, não menosprezando estes três exemplos, o que me deixou mais com a boca aberta de espanto, foram os tectos de duas igrejas, no meio das 800 que Roma tem. Deixo aqui uma, a primeira da cronologia da visita: a Chiesa del Gesù.

Assim que entramos no edifício, qualquer coisa nos obriga a olhar para cima, num exemplo claro de como a arte tem uma imanente presença do Divino. E experimentem olhar para cima, na vertical: por imperativo fisiológico, não temos outro remédio que não ficarmos de boca aberta. E aconteceu. Lembro-me, como se fosse agora, de que a primeira coisa que vi foi uma nuvem suspensa no ar, da qual se dependuravam, muito etereamente, algumas personagens. (ver a imagem que serve de destaque a este post). Seria apenas um pequeno pormenor que me obrigaria a uma exclamativa incursão por todo o tecto do edifício de que a imagem seguinte revela a nave principal.

0740_201705210736

Voltando à nuvem, o pormenor que me deixou espantado foi, exactamente, a sua aparente tridimensionalidade. Sim, APARENTE; porque estamos a falar de uma vulgar abóbada cilíndrica completamente lisa, apenas recortada pelo alto relevo dos elementos em talha dourada. E confesso que ainda hoje terei algumas dúvidas de que a dita talha seja mesmo em alto relevo e não uma simples e ilusória pintura como os restantes frescos da igreja. O artista — Giovan Battista Gaulli — não deixou os seus créditos por pincéis alheios e criou qualquer coisa de fantástico e sublime, dando-se ao trabalho de escurecer determinadas zonas da película dourada, criando aquele efeito assombroso.

0742_201705210736_

Essa técnica, conjugada com o facto da pintura sair dos espaços definidos pelas molduras, está presente em todo edifício.

Repare-se no escurecimento de um pormenor escultórico:

0739_201705210735

E, agora, digam lá se é evidente que aqueles elementos são, de facto, esculturas. Não serão pinturas, tal como os restantes?

Depois desta visita, acrescentei mais um ponto à minha wishlist: fotografar cada rosto daquela imensa obra de arte. Por agora, apenas vos convido a observá-la mais em pormenor através destas fotografias que vos disponho.

Standard
#diário, #maufeitio

crónica de uma derrota anunciada

Foi no dia seguinte à primeira semifinal do Festival RTP da Canção O meu colega de carteira abriu a conversa assim:

— Então, que achaste do festival, ontem?

— O costume. — Foi o troco que dei à pergunta.

Falarem-me daquilo, era tocarem num assunto que me dava náuseas. “Gómitos”. Estávamos a falar de um programa, ícone da minha infância e adolescência, a que a RTP tinha feito o desfavor de tratar tão mal durante os últimos anos. Lembro-me (toda a gente se lembra) do tempo em que a coisa era um marco social e que fazia reunir Portugal inteiro em frente à caixa de tubos catódicos.

A minha resposta foi ainda mais seca por, num dos meus zappings, ter dado de caras com o programa. Passei rés-vés e, naquele momento, vi um indivíduo com ar de sem-abrigo contorcendo-se de dor, e a queixar de qualquer coisa que não percebi muito bem. Mudei de canal, e aquela imagem espasmódica ficou-me na mente, a confirmar o tão mal tratado estado do festivaleiro programa.

— Aquilo é muito mau. — Continuei numa assertividade de quem bastou meia dúzia de segundos para tirar a conclusão mais lógica e sensata. Expliquei o que tinha visto.

O meu colega de carteira, acabou por revelar-me no youtube a música que povoava aquele recanto obscuro da minha memória:

— Foi mesmo essa! — Confirmei com a imensidão de um desdém que ficou ainda maior com a resposta dele:

— Esta música foi a melhor! É uma grande música.

Não podia ser. Várias coisas: ele perder tempo a ver cenas deprimentes, um festival que já não fazia sentido, o contrário da minha opinião. Só podia estar no gozo. Mas não estava. Disse-me que aquele indivíduo de casaco seis tamanhos acima, já tinha participado noutro concurso televisivo do género. Mas na altura parecia bem outro. Eu até simpatizava com ele.

— Tinha voz, talento… estragou tudo! — Afirmei desconsolado.

— A música é boa, a melhor. Vai ter a melhor classificação na eurovisão.

— ´Tás a gozar.

— Apostamos já!

— Uma pizza?

— Feito!

Numa boa aposta, ficamos todos a ganhar: se ele perder, paga, e eu como; se eu perder, como na mesma. O gasto não seria muito… Engraçado é que, neste raciocínio, já havia, inconscientemente, uma porta entreaberta para a derrota, a minha derrota.

Os dias seguintes, inevitavelmente, marcariam esta disputa. Estando eu do outro lado da barricada, tudo faria para, ao menos mentalmente, convencer-me de que ganharia. Secretamente, não fosse dar o braço a torcer, ouvia o tema, às escondidas, e percebi que tínhamos ali uma música. Que até a cantarolava, assim baixinho, para ninguém ouvir. Não daria parte de fraco.

A par disso, tentei saber mais sobre o miúdo que se vestia e cantava de maneira estranha. Garoto inteligente, percurso musical bem alicerçado, discurso escorreito e assertivo, não seria por aqui que não tinha a minha admiração, também ela secreta.

Dei por mim a gostar de tudo e até a indumentária dele já parecia assentar-lhe que nem uma luva. Todavia, aquela ideia que pairava no ar de termos mais um herói nacional feito à pressão, com manifestações de amor eterno aos pulos canais de comunicação, me fazia reforçar a urticária quer eu deixava transparecer. Isso, e hashtags parolas.

A esperança da minha vitória na aposta estava, neste momento, apenas sustentada pela história: Portugal sempre foi um patinho feio nestas lides.

Para espanto meu — nosso — a europa achou, que desta vez, seria uma música a ganhar o festival. Em vez dos artefactos pirotécnicos. E fizemos festa por isso. Desta vez, os bons ganharam aos maus. E eu perdi. E festejei a minha derrota.

P.S. Ainda hoje me perguntam “então, não gostas da música do Salvador?”. A verdade, é que nunca disse isso…

Standard
geocaching

Monte de São Brás (Nazaré)

#169 28-07-2013 @16:14 GC1BR06

Esta foi inesperada. Em dia de piquenique com a família que, alguns quilómetros depois de termos visitado o mosteiro de Alcobaça, lá acabámos por assentar arraiais junto ao monte e desfrutar de uma refeição.

Depois dos comes, aparece o desafio: vamos lá acima? – O meu irmão já conhecia o ponto e já o tinha logado. Mas o calor e a vontade de fazer tudo menos andar, fizeram-me engelhar o nariz.

Acabou por me convencer. Que era perto e fácil. E eu fui na cantiga. Sim, é perto, mas não é fácil. E antes de o saber, acedi levar o meu pirralho de quatro anitos que imaginei obrigar-me a dar meia volta a meio do caminho. Isso não aconteceu por vontade dele, mas a minha vontade ia quase dando das suas. Mas não, resisti até ao fim em piso de areia e escadas a pender para o íngreme.

Chegámos. De cansado que estava, apetecia-me tudo menos subir mais umas rochas para fazer um registo de uma cache. Mas o bicho é mais forte que eu e tão depressa não porei ali os pés.

Depois de alguns espinhos marcados na perna, juntei mais uma ao meu singelo registo.

Standard
geocaching

Na Altura e redondezas

Há quanto tempo já não rabiscava umas palavritas por estas bandas. E, diga-se de passagem, que a vontade continua assim a modos que bem longe. Mas este complexo de obrigação, faz com que tenha de tirar as teias de aranha à parte do meu cérebro que ainda consegue produzir alguma coisa.

Este ano, as curtas férias levaram-me a uma ponto do nosso Portugal, ali, onde as águas marinhas aparecem mais cálidas, a apanhar ainda as que vêm do Mediterrâneo. Já estava na “altura”. Das vezes anteriores que escolhi praias algarvias, as coisas não correram muito bem: ou era água fria, ou gente a mais, ou mar encrespado. Ou os três juntos. Daí que arrisquei mais uns quilómetros e abanquei na raia espanhola, entre Manta Rota e Monte Gordo. Em boa hora o fiz: tudo o que não tive das outras vezes, agora já me satisfazia. E não admira que apenas três dias depois do início da estadia, tenha começado a minha busca de taparuéres. Começado e acabado, já que este tipo de programa acabou por não constar de mais dia nenhum.
Enquanto os outros dormiam a sesta – que, a mim, me deixa com um mau feitio que tresanda – eu aproveitei para dar uso ao gps.

#162 24-07-2013 @10:20 GC33FY5

A primeira (Praia de Altura) a procurar, era óbvia. Estava ali ao lado do caminho que fazia todos os dias para os banhos. Só tinha de me desviar do passadiço e deixar a minha marca.

#163 24-07-2013 @14:31 GC354ZP

A segunda (Praia da Manta Rota) já estava mais longe. Chegada à praia onde o nosso primeiro quis descansar alguns dias, depressa cheguei à conclusão de que o ponto zero era muito frequentado. Aliás, era o local de passagem principal de acesso à praia de Manta Rota. Como quem não quer a coisa, sentei-me no passadiço e, apanhando os transeuntes distraídos, lá acedi ao recipiente.

#164 24-07-2013 @14:49 GC310NH

A terceira (Estação de Cacela – Projecto GeoGare), depois de umas buscas de alguns minutos e alguns espinhos marcados na pela, também, afinal de contas, estava de fácil acesso.

#165 24-07-2013 @14:56 GC3F9YT

A quarta (ECOVIA do LITORAL – KM 199), também foi mais um drive-in num cruzamento. A dica dizia tudo, pelo que chegar e escrever no livrinho.

#166 24-07-2013 @15:31 GC14NHC

A quinta (O azul de Cacela Velha) foi a que me possibilitou a melhor paisagem, do dia. E a que me deu mais água pela barba. Ainda andei ali às voltas, no exterior da muralha. Mas, afinal de conta, não seria preciso sair da povoação.

#167 24-07-2013 @15:42 GC3F9Y8

A sexta (ECOVIA do LITORAL – Recarrega Energia), para não fugir à regra, também era de fácil acesso.

#168 24-07-2013 @15:47 GC3F9XM

E, finalmente, a sétima (ECOVIA do LITORAL – KM 197), já em modo de “está na hora de ir p’ra casa”, compôs o ramalhete sem problemas de maior.

Standard
geocaching

7/6

Se soubessem o tormento que neste momento me invade para escrever estas linhas… Mais valia estar quieto, diriam. A verdade é que há uma vozinha cá dentro que me obriga a dar continuidade a um compromisso que me fiz a mim próprio: qualquer cache que seja, seja em que circunstâncias fôr, merecerá o meu registo e um tempinho da minha vida para “logá-lo”. Talvez esteja a atravessar aquela fase do “isto já não me diz muito”, ou então é este tempo que me deixa assim, sem sal, sem vontade, sem nada. Ou então é por ser de manhã e eu estar com um pilha de trabalho “comó caraças”. Adiante, que não têm de levar com as minhas queixinhas.

A minha travessia no deserto foi longa. Quero dizer: há muito tempo que não fazia uma caixita. Mais propriamente há mês e meio. De maneiras que hoje deu-me para a desforra e, feitas as contas, resultou num índice de 7/6: procurei sete, achei seis. Aliás, estes números são, para mim qualquer coisa de fantástico. E os taparuéres também não se saíram nada mal.

#156 01-05-2013 @10:56 GC27YN1

A primeira investida foi a Filarmónica de São Tiago de Marrazes. Foi tipo “drive-in”, só que de bicicleta. Apesar de ter estacionado do outro lado da estrada, depressa percebi, pela dica, onde se encontrava a dita cuja. Aliás, esta bem podia ser prima de uma das minhas caches: o parafuso que parecia ser a cereja no topo do bolo era bem revelador do local. Siga.

01-05-2013 @11:17 GC4A2QC

Chegado aO TENENTE ESQUECIDO, já a coisa piou mais fino. Não sei se do gps se do local, a verdade é que não dei com ela. Para um grau de dificuldade de 1,5, parece que, desta vez, eu andava com o faro completamente confuso. (Agora, vendo a descrição, parece que houve correcção de coordenadas… grrrrrrr).

#157 01-05-2013 @11:26  GC45R3G

Já na Estação de Leiria, como uma mão lava a outra, foi reposto o equilíbrio: a cache, apesar de bem camuflada e do gps me mandar, numa primeira instância para o outro lado da linha, apareceu de forma natural e sem problemas de maior.

#158 01-05-2013 @11:41 GC3W1Z8

A manhã seria toda minha, mais da minha companheira de duas rodas, pelo que, aproveitaria para fazer o mini-trail que há muito estava nos meus planos. O caminho para a cache 04 – Mini Trail do Lis: Caminho de Ferro, era-me desconhecido, apesar de passar perto todos os dias. Acabou por revelar-se um percurso bem agradável, sobretudo no ponto 3. Comecei pelo 4, e comecei bem. Chegado ao ponto zero, não estava fácil imaginar o local de repouso para a caixa. Seria do outro lado da linha? Uma vista rápida aos logs, confirmava que estava no local certo. Mas teria de ser mais aventureiro e meter a mão e o braço com cuidado. A verdade é que esta não é para crianças, por ser mais pesada que muitos dos halteres habituais. E umas mãos mais mimosas, sofrerão alguns danos. Veredicto: muito boa, bem camuflada.

#159 01-05-2013 @11:49 GC3W1WN

No ponto 03 – Mini Trail do Lis: Casa Abandonada, aconteceu-me o meso que a outro: o que me parecia um objecto banal de, quiçá, a roçar o resíduo abandonado, acabou por ser o objecto da investida. Bem escondida, gostei ainda mais do local, para mim completamente desconhecido, mas bonito e muito sereno.

#160 01-05-2013 @12:04 GC3W1RD

O caminho para o 02 – Mini Trail do Lis: Campos do Lis, é que ainda me obrigou a meter por carreiros sem saída. E não apenas eu. Também outros ciclistas andavam na zona, talvez a fazer uma prospecção de terreno. Depois de duas ou três tentativas lá cheguei à que interessava. Uma coisa é certa: dá nas vistas. Um contentor daqueles nunca passa despercebido. Vale, no entanto, estar num sítio de difícil acesso. Muito bem engendrado, à semelhança dos melhores que tenho visto. Não precisei de bomba, por ter conseguido resolvido o acesso com umas valentes baforadas.

#161 01-05-2013 @12:20 GC46FCZ

Entretanto, aproximava-se a hora da comidinha e a Capela de São Jorge acabava por ficar em caminho. Como poeria passar ao lado, esta também não me escaparia. Foi mais uma rapidinha numa cache normal e fácil. Chamo a atenção do dono para o facto dela estar ligeiramente danificada.

Standard