#133, 21-10-2012 @10:23 GC1FM4Q
Ao contrário da última saída para a Marinha Grande, desta feita, sucedeu-se o inverso. As condições meteorológicas pareciam dar tréguas, pelo que me atrevi a sair sem luvas nem corta-vento. Apesar da temperatura parecer amena, a verdade é que com a – estonteante, diga-se – velocidade do velocípede, o vento faz um bocadinho nas falanges e nos metacarpos. E não é nada confortável respirar e apanhar no peito aquela aragem fria. Ora toma, que é para aprenderes!
Com os primeiros ameaços de chuva, lá tive de arrumar o gps que ele não está para essas coisas se quiser durar mais uns anitos. Activei a voz da menina o que até revela-se uma companhia interessante quando se pedala sozinho. Recalculando…
Tinha, como é natural, destino marcado. Chegado ao comboio americano, confirmou-se que o mau tempo não é amigo da estabilidade do gps. E o pior de tudo é que ali há tanto sítio para esconder uma cache que o mais provável é registar um DNF. Ouvi gritar:
– É do outro lado! – O indivíduo estava a uns cem metros dali e lá topou ao que eu andava.
– É do outro lado! Por baixo! – Com estas inestimáveis dicas, lá levantei o indicador em sinal de aprovação. Infelizmente, não há dica que nos valha, quando o recipiente não está lá. E soube que não estava por apenas ter detectado um pedaço de velcro que, supostamente, deveria sustentar o que eu procurava.
Mas nada está perdido. A uma distância de pouco mais de trezentos metros encontra-se o Alto Forno – Pedreanes. Depois de algumas volta à procura da estrada de acesso, lá decidi ir pelo carreiro que me levaria ao ponto zero. Isto, apesar de ter parado logo nas primeiras ruínas que me apareceram à frente, mas que, de facto, não eram as correctas. Aliás, seria necessário passar o portão de rede para ver aquela espécie de conímbriga marinhense. Depois de algumas voltas pelos montinhos feitos de tijolo de burro, cheguei à conclusão de que o ponto zero era ligeiramente ao lado. E em baixo.
PS: sugiro que o dono da cache, através de uma dica mais explícita, peça aos praticantes para não destruírem aquele espaço. Facilmente isso pode suceder, por haver muuuitos sítios onde poder esconder o taparuére.