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Fonte do Sardão

#123, 11-09-2012 @19:38 GC3VPD3

Com a ideia de que o percurso seria fácil por pensar que as fontes se encontram sempre à beira da estrada, saí de casa, montado na bicicleta com a certeza de que chegaria antes do pôr do sol.

Tudo correu bem até o momento em que tive de optar por um asseiro no meio do pinhal. E este até se fez bem: a caruma que o cobria reduzia substancialmente a inércia provocada pela areia dos terrenos desta zona. E era a descer.

A duzentos metros do ponto zero, já a minhas pernas começaram a sentir os tojos do pinhal. Nunca imaginaria que uma fonte pudesse estar ali escondida, no meio do nada, sem acessos, sem indicações. Mas não deixava de ser uma fonte que também albergava uma caixita.

Vasculhei a zona que, por causa dos pinheiros, provavelmente impedia o meu gps de funcionar certeiramente. Levantei caruma e não havia maneira de encontrar a pretendida: seria um galho, seria uma pinhoca. Nada. Ainda li os logs na esperança de ter mais dicas, se bem que o dono tivesse deixado claras as suas referências. A pressa geralmente é inimiga da perfeição e o sol punha-se a olhos vistos. Quase a desistir, finalmente dei conta dela cuja configuração apenas era do meu conhecimento graças à internet e ao youtube. Mas que rico prato acabei por degustar.

Finalmente podia regressar. Experimento outro asseiro e bem podia estar quieto que o primeiro estava bem mais transitável. A areia do caminho, obrigou-me repetidas vezes a apear-me por tornar infrutífero o esforço da pedalada.

Chegado à estrada pavimentada, foi como se tivesse encontrado um oásis no deserto e, a partir dali, as coisas seriam bem mais fáceis. Errado. Redondamente errado. A subir a estrada entre o Pilado e o Casal dos Claros, intrigou-me o ruído diferente da roda traseira. Confirmei: está um pouco vazia, mas o ar chega bem para chegar a casa, penso. Mas, mais uma vez, penso errado. A roda esvaziou completamente o que significaria que estava perante o meu “baptismo de furo”. Sem tempo nem ferramentas, a última etapa teria de sujeitar o pneu ao meu peso que amanhã tratarei do assunto. Confirma-se: uma roda cheia anda melhor que uma vazia.

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Casais de Além

#122, 25-08-2012 @19:06 GL974WQ4

Foi dia de visita à terra natal, onde a maior parte da família ainda vive. Os dois sobrinhos, filhos da mana, eram razão de festa de aniversário. Chegámos durante a tarde, as festividades estavam no início: a mesa apenas parcialmente estava recheada e, apesar da perna de porco que rolava no espeto emanar o cheiro que me fazia salivar, a educação obrigava-me a não ceder ao desejo já que os convidados ainda eram poucos.

Não é tarde nem é cedo. Estava ali uma caixinha a pouco mais de 500 metros e desafiei o Pe-r-Di-me-team a vir comigo. Que já a tinha feito, mas que me acompanhavam.
Como os recantos da terra são sobejamente reconhecido, o gps era coisa que não fazia falta para chegar ao destino. Os anos tinham passado desde a última vez que passava por ali a pé e a conversa, invariavelmente, foi sobre o assunto: o casario que agora por ali se vê, construção recente a ocupar terrenos há poucos anos atrás de cultivo ou pousio.

Chegados ao local onde podemos colocar um pé na Batalha e outro em Porto de Mós, melhor ainda, onde podemos colocar um pé na Estremadura e outro na Beira Litoral, tinha de sacar do android para precisar o local zero. Também essa parte não foi difícil e, enquanto o Pe aborrecia mais uma vez a Di com história, marcos e concelhos, eu fazia a retirada do recipiente. Não vi que se aproximava uma vizinha. Mas ela, conhecendo e não nos fazendo por aquelas bandas, cumprimentou-nos mas não imaginou ao que vínhamos. Também não o dissemos:

– Passeio e fotografias…

Puxei os cordelinhos e, pela primeira vez, toquei num “logbook” oficial. Mereceria uma foto para a posteridade e o autocolantezinho da praxe.

E agora vamos de regresso que estou cá c’uma vontade de comer uma sandes de porco no espeto à moda do Sílvio

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