A tarde tinha sido a dar formação na área das tecnologias da comunicação e informação a uma turma que está a fazer o 12º ano. Num daqueles cursos de aprendizagem que dão formação profissional, no caso, em serviço de mesa-bar. A coisa não está fácil: para além da formação, também está a meu cargo a coordenação da turma e digamos que é um desafio que requer o máximo e que, sem dúvida, me vai ajudar a compreender melhor algumas questões que têm a ver com relações humanas.
Não admira, portanto, que no final da tarde tenho, como se costuma dizer, a cabeça em água. Neste dia nem tanto: as sessões correram mais calmamente do que o habitual. Talvez já comece a adaptar à ideia de que não posso mudar as pessoas, mas que deve aprender a viver com elas.
Uma cache, então, vinha mesmo a calhar para ajudar a desanuviar. Só o nome é, por si, alguma coisa de terapêutico. E imagino também como seria terapêutico contactar com os utentes da instituição a que chamaram Oásis. Lembro-me que, noutras circunstâncias, já tinha visitado aquela casa. E sempre tive a quase certeza, de que momentos de contacto com a diferença humana, são autênticas lições de vida.
Vamos ao tesouro.
O gps andava um bocado baralhado e não parava quieto. Fui percorrendo as árvores uma a uma, porque também elas cumpriam o que a dica parecia dar a entender. A coisa não estava fácil e com o aproximar da hora limite para o compromisso seguinte, pairava a ameaça de um “DNF”. Lembrei-me muito vagamente de que a caixa, em tempos, tinha tido uns problemas na sua aceitação por alguns elementos da comunidade, supostamente por não cumprir regras ambientais. Mesmo assim, não foi fácil encontrá-la, todavia isso acabou por acontecer. Bem disfarçada, um recipiente que merece servir de exemplo de ocultação.