#127, 23-09-2012 @11:52 GC2Q2JC
Hoje tinha a manhã inteirinha por minha conta, pelo que o trajecto havia de ser mais condizente com essa disponibilidade. A bem dizer, nem era uma manhã inteira, mas sim a partir das dez e meia, hora a que saí de casa. Antes, a esposa tinha ido dar a volta dela, porque isto de ter uma cria de três anos em casa obriga a revezar determinadas actividades.
Sabia de antemão que o percurso não iria ser fácil. As voltas até Leiria, até à Marinha ou até mesmo a Monte Real, fazem-se com menor dificuldade. Agora, ir para os lados do souto da Carpalhosa e de Regueira de Pontes é que as coisas piam mas fino, dada a morfologia do terreno.
A primeira montanha seria em direcção aos Conqueiros, e logo a seguir, outra até São Miguel, onde se encontraria a primeira paragem no vértice geodésico de santo António. Infelizmente, apesar da minha procura, acabei por desistir já que o mais recente registo também indicava um insucesso. Talvez não fosse má ideia o dono passar por lá para averiguar a coisa. O verão é tempo de festas e a caches que ficam em espaços de romarias e bailaricos não raras vezes são afectadas. É o que julgo ter acontecido.
Zarpei em direcção à próxima meta: o parque de merendas do ravasco. Mais umas montanhas de alguma categoria obrigaram-me a apear junto a um fontanário para testar a garrafa. Pedi licença ao casal de alguma idade que faziam o mesmo que eu queria mas em quantidades mais industriais. Deram-me a dita cuja, licença, entenda-se, e enquanto testava, lá travámos breve diálogo:
– A abrir o apetite para o almoço, hein. – lançou o homem.
– Apetite é coisa que nunca me falta. – contradigo.
– Mas isso nem sempre é bom. – diz ela. Eu apoio:
– Pois, não se pode ter o melhor dos dois mundos. É por isso que tenho de dar umas pedaladas de quando em vez… Obrigado pelo jeito. Até mais ver.
E lá fui eu. Antes de chegar ao destino, ainda passo por umas tasquinhas que, ao que parece, faziam parte das festividades do oitavo centenário do Souto da Carpalhosa.
No parque de merendas, chamou-me imediatamente a atenção do próprio: mais um que, quando precisar, estará na lista dos locais onde é possível fazer um piquenique e desfrutar da natureza. Muito agradável.
Mas vamos ao que interessa que se faz tarde. Ao ler alguns registos anteriores, concluí que a tarefa não iria ser fácil devido à vegetação que interferiria com o sinal do gps. Assim, adoptei a estratégia que, com a experiência que tenho, é a mais lógica: deixar o aparelho estabilizar mais ou menos no ponto zero e… arrumá-lo. Depois, imaginar onde seria eu a esconder a caixa. Para minha surpresa, a cache veio parar às mãos em poucos minutos: aquela casca era reveladora e, apesar de tanto buraco que os troncos escondiam, era ali que se encontrava o recipiente.