Recuperada a minha companheira de pedaladas da nossa última saída
(um furo que a deixou de rastos, obrigou a intervenção cirúrgica. Por não estar habilitado com tal competência, teve de ficar internada no estaminé do Carlos Simões que, por dois e meio, me faz o serviço com uma câmara de ar novinha em folha!),
o domingo soalheiro levou-nos até à Marinha Grande. Aí decidiríamos qual a investida a fazer. Parámos ali ao pé do Ópera Prima a ver o que tínhamos em arquivo. A do Parque da Cerca estava ali a pouco mais de 500 metros, pelo que seria o alvo mais óbvio.
Há uns bons meses já me tinha acercado dela, sem sucesso. Desta vez, chegado ao destino e com a companhia de dois “geocachers” novinhos em folha, a coisa fez-se sem grande alarido:
– Assim é mais fácil! Tanta gente à procura… – foi à moda de senha que se apresentaram desta maneira. O casal (de amigos, namorados, irmãos… a nossa conversa não chegou ao ponto de esclarecer laços de afinidade) fez praticamente o trabalho por mim, sendo que a parte de leão (agachar-se, meter a mão na toca e retirar o contentor) coube à metade feminina.
Depois, foi trocar um breve conversa. Eles acabavam de fazer a do parque de merendas da portela e aconselharam-na vivamente. Mas eu, como sou de fazer apenas de cada vez, deixo-a para outra volta. Na despedida, agradeço a colaboração e volto para casa.
Cem metros mais há frente, reparo no que não é a primeira vez que me acontece: esqueci-me dos óculos no local. Apesar de ainda não ter sido desta que os perdi, tenho de começar a pensar numa nova estratégia para não me arriscar a deixar equipamento esquecido por esses cantos.