#122, 25-08-2012 @19:06 GL974WQ4
Foi dia de visita à terra natal, onde a maior parte da família ainda vive. Os dois sobrinhos, filhos da mana, eram razão de festa de aniversário. Chegámos durante a tarde, as festividades estavam no início: a mesa apenas parcialmente estava recheada e, apesar da perna de porco que rolava no espeto emanar o cheiro que me fazia salivar, a educação obrigava-me a não ceder ao desejo já que os convidados ainda eram poucos.
Não é tarde nem é cedo. Estava ali uma caixinha a pouco mais de 500 metros e desafiei o Pe-r-Di-me-team a vir comigo. Que já a tinha feito, mas que me acompanhavam.
Como os recantos da terra são sobejamente reconhecido, o gps era coisa que não fazia falta para chegar ao destino. Os anos tinham passado desde a última vez que passava por ali a pé e a conversa, invariavelmente, foi sobre o assunto: o casario que agora por ali se vê, construção recente a ocupar terrenos há poucos anos atrás de cultivo ou pousio.
Chegados ao local onde podemos colocar um pé na Batalha e outro em Porto de Mós, melhor ainda, onde podemos colocar um pé na Estremadura e outro na Beira Litoral, tinha de sacar do android para precisar o local zero. Também essa parte não foi difícil e, enquanto o Pe aborrecia mais uma vez a Di com história, marcos e concelhos, eu fazia a retirada do recipiente. Não vi que se aproximava uma vizinha. Mas ela, conhecendo e não nos fazendo por aquelas bandas, cumprimentou-nos mas não imaginou ao que vínhamos. Também não o dissemos:
– Passeio e fotografias…
Puxei os cordelinhos e, pela primeira vez, toquei num “logbook” oficial. Mereceria uma foto para a posteridade e o autocolantezinho da praxe.
E agora vamos de regresso que estou cá c’uma vontade de comer uma sandes de porco no espeto à moda do Sílvio