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O Casamento

#103, 06-07-2012 @19:26

Da última vez que tinha tentado aceder a esta cache, as coisas não resultaram muito bem. Tinha acorrido ao local, aproveitando o ensejo para a colocação de mais uma caixinha ali bem perto. Mas as coisas deram para o torto. Não a recém-nascida, mas as buscas pela que me traz aqui a escrever. O gps do android parece que andava meio marado e bloqueava sem perceber muito bem porquê. Constatei mais tarde que devia ser do uso simultâneo de duas aplicações que requeriam o trabalho dessa função. O insucesso desse dia não me atrapalhou:

– Agora, como tenho aqui uma perto e terei de vir fazer a respectiva manutenção, oportunidades não faltarão.

E a primeira veio bem depressa. No dia seguinte à colocação, já havia problemas pelo que a volta da queima (de calorias, entenda-se), teve como destino a zona do ponto zero.

Estacionado o veículo, foi procurar o ponto zero. Aí chegado, descida a rampa de terra, e apesar do grau de dificuldade ser médio, dei por ela facilmente. Desta vez não caí, como tantas outras vezes, na patetice de pensar:

– Aquilo ali bem podia ser a coisa, mas acho que não.

Agarrado o artesanal testemunho perdido entre a vegetação, afastei-me do ponto para evitar os curiosos que, agora, ocorrem àquela zona. Retirei o livrinho que anda um pouco desgastado com a humidade do local e selei-o com as minhas insígnias.

Entretanto, chega um par de atletas de ocasião que, espero, dêem às de vila-de-diogo já a seguir. Qual quê! Puseram-se mesmo ali a fazer uns alongamentos enquanto tive de esperar pacientemente para que se pusessem andar. Aconteceu depois de alguns minutos, finalmente.

O regresso a casa foi pelo carreiro da margem direita do rio Lis, que ainda não tinha calcorreado. Os rastos deixados pelos tractores não facilitam. E se eles juntarmos as canas que se atravessam no caminho… Num dos pontos ia-me espalhando. De auriculares ligados a ouvir a Caderneta de Cromos, nem reparei que atrás de mim seguia uma trupe de três ou quatro. Também eles, não tivessem sido mais ágeis do que eu, se espalhariam.

– Desculpem.

– Sem problema. – E nunca mais os vi.

Esta cache foi construída para dar a conhecer o local onde o Rio Lis se ‘casa’ com o Rio Lena. O local não é propriamente dos mais bonitos que se pode encontrar à beira rio dado que não houve ainda nenhuma acção de renovação do mesmo. No entanto achamos que ainda assim é um local de interesse na cidade de Leiria. Do local da cache é possível ver o ‘cruzamento’.