#100, 17-06-2012 @16:02
A cache que me permitiu alcançar os três dígitos, teria de ser especial. Mas nunca pensei que fosse tão especial. Curiosamente, o que a tornou assim, não foi o contentor, nem o local onde se integrava, nem as buscas em si. Aconteceu, tal como eu desejava que acontecesse: com a família e com os amigos. Mais ainda: ela surge num contexto de celebração.
Este fim-de-semana seria marcado pelo casamento de um amigo – o tiagoav -, lá pelas terras de Viseu. Curiosamente, e apesar de nunca termos tido aventuras geocachianas em conjunto, também o casal era daqueles que agarram num gps à procura de plásticos por esse mundo afora. O sábado foi, portanto de festa.
Já o dia seguinte, ainda com resquícios da boda, foi para passear. Se alguma cache aparecesse no caminho, tanto melhor. Mas nunca seria essa a motivação, já que os membros femininos da trupe não estrão muito virados para estas coisas.
Passámos em Ferreirós do Dão e gostámos de toda a envolvente da ponte romana. Fotografias foi coisa que não faltou. O mesmo já não se pode dizer do tesourinho que supostamente deveríamos encontrar aí. Pensei:
– Ainda não é desta que chego às 100! – E por dentro, com alguma pena minha. Gostava que tivesse acontecido naquele dia: tinha a companhia da minha mais que tudo e do filhote e, como bónus, a do clã-dinis-costa que, curiosamente, também me acompanhava aquando da minha primeira descoberta. Paciência.
O passeio continuou, agora em direcção ao Buçaco, onde alguma chuva miudinha nos fez apressar a ir até ao Luso.
– Olha, temos uma cache a 60 metros – confidenciei ao colega de equipa. Se tudo correr bem, afinal temos o marco miliário. Entretanto, havia pizza para almoçar e que, diga-se de passagem, não valeu o dinheiro que demos por ela: chamarem àquela pizza, grande, é como dizer que fui fazer um cruzeiro, quando me limitei a fazer uns quilómetros de canoa.
A sobremesa foi uma visita à fonte que até parece a bica da terra, com a diferença que a da terra tem muito mais gente por caudal.
E, finalmente, o acesso ao palco. Enquanto o jr lá se entretinha em cima, nós demos com a caixa redondinha.
Agora, vou abrir a garrafa de champanhe.
É uma freguesia portuguesa do concelho da Mealhada, com 18,87 km² de área e 2 750 habitantes (2001). Densidade: 145,7 hab/km².
A Vila do Luso é um dos lugares mais conhecidos do município da Mealhada. Vila turística, arborizada na parte meridional (sul) do Baixo Vouga, distrito de Aveiro.
Inclui no seu território grande parte da serra do Buçaco, conhecida pela sua exuberante paisagem.
Foi perto daí que se travou, em 1810, a batalha do Buçaco entre as forças napoleónicas e anglo-lusas, no quadro da Guerra Peninsular.
O Luso é também conhecido pela pureza das suas fontes de águas termais, utilizadas no tratamento de problemas renais e males da pele.
Foi elevado a vila em 6 de Novembro de 1937, pelo decreto-lei n.º 28142
Cidades perto:Mealhada, Anadia, Coimbra, Santa Comba, Águeda, Oliveira do Bairro, Cantanhede e Aveiro.