geocaching

mini zoo dos outeiros

#97, 03-06-2012 @19:03

Com a aproximação cada vez mais rápida dos três dígitos de caixas encontradas, apetece-me fazer uma revisão das razões que me levam a ter o “geocaching” como passatempo. Não o vou fazer ainda, mas os que me conhecem, sabem que aproveito-o para dar vazão a outro dos gostos que tenho: o da escrita. Não é que escreva bem: nunca publiquei nenhum livro, nada disso. Na maior parte das vezes não passa de um exercício, chegando mesmo a ser forçado. Mas um bom exercício que, talvez num futuro não muito longínquo, tenha as suas boas consequências: alguma sanidade mental. Escrever exercita os neurónios, isso está mais que provado. Como também está provado que quanto mais se escreve, mais tendência se cria para se escrever bem e sem erros. E eu gosto de escrever sem erros – apesar das irritantes gralhas da pressa e outros pontapés na gramática – assim como gosto de ler um texto sem erros. Dou por mim a ver letreiros nas estradas e publicidades espampanantes e a detectar tropelias ao nosso (?) português que também me vão deixando irritado. E como me irrita gente supostamente letrada que escreve com tal despreocupação que deixa entrever um pouco de incompetência. Mas isso sou eu a pensar com os meus botões. E com isto já me alonguei sem necessidade nenhuma. Vamos ao que interessa.

Saí de casa para visitar o mini zoo dos outeiros. O local era conhecido de uma vez ter feito aí uma actividade com formandos de um dos primeiros cursos que leccionei, pelo que não precisei de gps, apesar de o ter ligado.

No local, o cheiro da churrascada que aí se fazia, deixava-me água na boca. Ainda me senti tentado a perder a vergonha na ânsia de ter direito a uma mini. Mas não. Estava ali para procurar a caixinha, nada de distrair o espírito com coisas mundanas. Como é natural, li a dica. “Mais pinheiro, menos pinheiro”, deve estar num dos pinheiros. Ui! Tantos. E depois vêm as eternas questões: e se o gps está marado? E se o dono se enganou nas coordenadas? E se eu estou em dia totó?

E começo a ler os registos antigos. Nada de novo. Tenho de reiniciar os neurónios. Leio de novo a dica…

– Espera! Estou a dar a interpretação errada! Só pode!

E só podia ser assim. Lá estava ela, tão discreta, tão simples, tão à mão onde se terá erguido um tronco bem viçoso. Pena é o livrinho estar molhado. Não vou sem deixar, como se diz agora?, o meu “sticker”.

E aqui está uma cache também a 700 metros: a fumaça. Não é tarde nem é cedo e dá para fazer mais uns quilómetros na bicicleta. Chegado lá, procuro o ponto zero.

– É aqui, mas antes vou visionar primeiro a chaminé que será o local mais lógico. – Nada! Vou ao ponto zero. Como será uma nano, perscruto ali as redondezas, calcando a relva na esperança de detectar um elemento estranho e… nada. Largo as buscas e nada.

Nisto chegam alguns desconhecidos. Vêm para o mesmo. E passamos a ser cinco à procura do dito cujo. Caramba!
Quase a desistir, um deles depois de se ter esticado todo, lá conseguiu a prenda. E foi ver uma fila de maganos a sair da rotunda para deixara assinatura. Trocámos algumas experiências e, antes de ir em bora, agradeci:

– Se não fossem vocês, ia de mão a abanar!

Um parque bem cuidado e desconhecido por muitas pessoas Que é cuidadosamente estimado, pelos bombeiros voluntários, com alguns animais um espaço agradável que as crianças adoram e os adultos também. E num sítio assim porque não praticar cache!

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One thought on “mini zoo dos outeiros

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