#91, 16-05-2012 @20:51
A minha nova rotina começa a dar alguns frutos. Com a aquisição de uma bicla nova, há que dar-lhe uso e o “geocaching” afigura-se como motivação extra para ir mais longe. Assim, vários láparos são tolhidos na mesma cajadada: faço exercício, espaireço o espírito e vou, pouco a pouco, encontrando uma caixita aqui e outra acolá.
A próxima incursão seria para os lados de Regueira de Pontes. À maneira do “peddy-paper”, percorreria vários locais de interesse da freguesia que, para mim, eram desconhecidos. Ora, aqui está outro láparo: alargo os meus horizontes.
Eu estava preparado para fazer alguns quilómetros a pedalar; sabia de antemão que seriam, pelo menos, meia dúzia, a juntar aos que distam o percurso da minha casa. Agora o que não sabia é que o gps estava em dia não. Confesso, era mais eu. Ou seja, para além de não ter feito o registo apenas numa incursão, consegui a módica quantia de 44 quilómetros para poder assinar o livro.
A primeira volta foi no domingo. Tempo livre, arranjo duas horinhas de folga e lá vou eu até ao primeiro ponto. Depois para o segundo… e aqui é que a porca torceu o rabo. Quando dei por mim, estava a cortar mato na direcção dos Pinheiros o que, diga-se, não tem nada a ver.
Vamos usar a técnica da informática: desligamos e voltamos a ligar. Não o gps, mas a minha própria pessoa: vamos de novo até ao primeiro ponto. Afinal, até a minha leitura da descrição da “cache” tinha sido enviesada e faltavam-me alguns pormenores a ter em conta como, por exemplo, contar “gaitinhas” (não sei por quê, é este o termo usado por estas bandas). Na primeira, andei ali às aranhas (nada de novo) e, que que sou, andava a procura da data no café ao lado da sede da filarmónica.
Segui para o segundo ponto. Desta feita, as coisas já começavam a ganhar rumo. A capelinha que, afinal, é uma alminha, tinha a data bem visível. Depois é que foram elas (outra vez!). A feira dos 26 deu-me a volta e andei para trás e para a frente, subi e desci, andei no meio do mato e, quase a desistir, lá encontrei o monumento. Que raio! Quem se lembraria de pôr ali tal coisa?! Anotei e, ala para casa que se faz tarde.
Na segunda volta, o meu raciocínio já não estava tão toldado como na primeira. Os 16 quilómetros feitos, deu para fazer de novo o percurso, anotar a questão em falta (que até nem era precisa para as contas finais) e sentar-me no banco da igreja a fazer continhas e chegar ao resultado final. Juntando a este a esclarecedora dica e, verificando que no café ao lado não havia mirones, levantei a tampa e… voilá. Mais uma.
Todas as terras deviam ter uma cache assim: um pouco à maneira de guia que nos vai apresentando e descrevendo os sítios por onde passamos… apesar de não achar que tenha interesse especial saber onde mora um tal de Rui Patrício ;). Mas isso já é o meu imparcial clubismo a falar…
Regueira de Pontes, é uma freguesia do Concelho e Distrito de Leiria, distando a sua sede apenas 7 km da Cidade de Leiria.
Resumo Histórico
Foi criada a 12 de Janeiro de 1714 por D. Álvaro de Abranches e Noronha, Bispo de Leiria, desmembrando-se da Freguesia de Santiago da Arrabalde. No entanto, a primeira referencia a Regueira de Pontes, data de 1376 numa carta Régia de D. Fernando, atribuindo privilégios aos lavradores de Regueira de Pontes.
Enquadramento Geográfico
A freguesia de Regueira de Pontes ocupa uma área de cerca de 11,5 Km2 no Centro do Concelho de Leiria confrontando a Norte com a Freguesia de Ortigosa, a Leste com Milagres, a Sul com a Freguesia Marrazes e a Oeste com a Freguesia de Amor. Fica enquadrada de forma aproximada pelos paralelos 39° 46’ e 39° 48’ Norte e pelos meridianos 8° 47’ e 8° 50’ Oeste.
Os Lugares
A Freguesia de Regueira de Pontes é composta por 6 lugares:
· Regueira de Pontes – sede de freguesia
· Chãs – o lugar mais populoso
· Ponte da Pedra
· Amieira
· Casais
· Matoeira
