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Os Tremoços e G.D.R.C.Unidos

#82, 27/3/2012@12:39
#83, 27/3/2012@16:06

Depois do intenso fim-de-semana, que me deixou com uma espécie de “jet-lag”, este dia de folga soube que nem ginjas. Ficar o dia em casa, a engonhar e a ver uns filmes, digam o que disserem, é retemperador. E se lhe juntarmos uma ou duas caixitas, melhor ainda.

– Uma ou duas?! Com um dia inteiro e todo por minha conta, eu faria p’raí umas vinte ou trinta! – Ouço dizer desse lado. Sim, mas isso são vocês. Eu estou noutra onda, como facilmente se depreende pelos meus números.

Ora, foi agarrar na bicicleta e dar ali umas voltas ao pé de casa e fazer a visita às que estão em falta.

A primeira estação foi a cache dos tremoços. Esta há-de ficar atravessada no meu gasganete. Explico rapidamente: está num ponto que, há muito tempo, fez parte das minhas cogitações para a colocação de uma cache. Alguém se antecipou. E fez muito bem, porque eu desconhecia a ligação entre o poço e os tremoços. Também já tinha feito uma investida anteriormente. Mas, e já não é a primeira vez, há sempre um casalinho na história que me faz o favor de obrigar a fazer um registo “DNF”. Desta vez foi sem espinhas: não havia ninguém e o meu radar andava em dia bom, pelo que o ponto zero foi encontrado sem dificuldade.

A próxima do percurso, seria a do marco geodésico de Amor. Actualizada a descrição, reparei que estava desactivada. Terá de ficar para próximas núpcias.

Assim sendo, vamos em direcção a sede do Casal dos Claros e da Coucinheira. Estacionei o veículo em frente à colectividade e, depois de dar uma vista de olhos à descrição e à dica, o resto foi fácil. Desta feita, a sorte até esteve do meu lado: havia uma furgoneta estacionada mesmo ao lado do ponto zero, pelo que estive à vontade para retirar o contentor do esconderijo e fazer o respectivo registo. O que não foi fácil, foi perceber o mecanismo do livro:

– Desaparafuso? Desenrosco? Destapo? Destranco? – Nada disso! Por desconhecer e para não destruir, o melhor é deixar o autocolantezinho do lado de fora do rolo. O dono preferirá desta maneira ao risco de encontrar o documento desfeito.

Feita esta, ainda andei uns bons quilómetros tendo como alvo a Lagoa da Saibreira. As minhas contas davam-na mais perto, mas o sol e o cansaço da pedalada obrigaram-me a regressar casa.

O poço dos tremoços e propriedade de varias pessoas da terra onde elas preparam os tremoços para as vendas quando eles la estiverem não comer.Os tremoços são demolhado nesse poço durante alguns dias ante e depois de cozer

OS TREMOÇOS …

Os tremoços são as sementes da planta fabácea, dicotiledônea, conhecida como tremoceiro e pertencente ao gênero Lupinus. Suas sementes de cor amarela são altamente tóxicas se consumidas sem qualquer tipo de preparação e provocam taquicardia, hipotensão, mucosas secas, retenção urinária e em alguns casos, náuseas, vômitos, dores abdominais e depressão respiratória, uma vez que possuem um elevado teor de alcalóides como a anagirina, a esparteína, a lupanina, a luteona e a wighteona. Pode provocar ainda a lupinose, que pode ser até fatal dependendo da quantidade ingerida.
Tudo isso, porém, desaparece colocando-os de molho por vários dias para retirar a lupanina que lhes confere um sabor amargo e trocando-se periodicamente a água durante vários dias e posteriormente fervendo-os, transformando-os num saboroso acompanhamento de uma cervejinha bem gelada. São ricos em fibras e devido a suas características proteicas foi um dos pilares alimentícios de todos os povos do Mediterrâneo. Já Hipócrates, o pai da Medicina, recomendava o seu consumo, há quase 2500 anos, para evitar problemas digestivos e prevenir doenças hepáticas.

Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural “Unidos”
de Casal dos Claros e Coucinheira

Fundado a 5 de Maio de 1976, com o principal motivo da prática de Futebol. Actualmente este grupo conta com as actividades de Futebol e Bordados. Todos os anos os jovens que fazem 21 anos desta associação organizam o Carnaval local.