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trilhos do lis #1 – #4

Depois da tour com os “põe-te a mexer”, tinham ficado para a semente as primeiras 4 caixas do trilho do lis. Hoje, foi o dia. Apesar do frio e para além da obrigação de queimar algumas calorias e dar corda a algumas adiposidades, lá agarrei na bicicleta e pus-me a caminho. À estreia no meu “android”, fazia-me companhia o mais recente odómetro descarregado para o efeito, o Android-Velocímetro, da x-droid, bom para quem quiser fazer um registo do trilho, a pé ou de bicicleta.

Convém acrescentar que o veículo utilizado não era o habitual. A esse, depois das peripécias sofridas na última investida, já eu declarei o óbito e dele apenas restam no meu estaleiro umas porcas e parafusos que poderão dar jeito. Se ao sobrevivente acontecer o mesmo destino – e tudo indica que sim -, a solução vai ter de passar por adquirir uma bicicleta digna desse nome.

O trilho é perto de casa e, nas minhas cogitações, estava previsto fazer apenas um “found” por saída. O geocaching pelos números não é comigo, pelo que essa decisão tinha toda a razão de ser: ao menos seria mais uma motivação para um pouco de exercício.

As coisas acabaram por não ser assim e fiz o percurso desde a #4 até à #1, a pedalar sem pressas e usufruindo do momento. Foi mais forte que eu e até mais fácil do que tinha previsto.

A #4 lá estava; a dica era esclarecedora e depois de uma espreitadela para o interior, acabei por dar com ela cá fora, devidamente acachada. A #3, seria muito familiar para mim, por ser proprietário de uma com um lar muito semelhante. A dica é também evidente e com algum humor e perspicácia à mistura. A #2, apesar de não ter dica e o ponto zero estar num local “flat”, bastou fazer a pergunta do costume: onde é que eu a esconderia? E, num salto para não molhar os pés, lá estava. A #1 já levou mais tempo. O radar ora indicava um lado da ponto, ora indicava outro. De maneira que, lá tive de abandonar o meu veículo no meio da estrada e aventurar-me em sítios mais recônditos.

E agora estou para aqui a pensar… A Kodak não declarou insolvência? E aqueles filmes clássicos de 35mm não estão a ser uma espécie em vias de extinção? É que se for assim, os donos das caches vão ter de arranjar substitutos à altura. Talvez comecem a ir a laboratórios de análises pedir frasquinhos pró xixi. Mas isto sou eu a pensar…

No regresso a casa, já sem a motivação de uma caixita para registar, foi sempre a andar com o frio nas orelhas. E se ele cortava…

Este PowerTrail foi criado para dar a conhecer alguns caminhos junto ao rio Lis até á Praia da Vieira.