#56 Depois de mais de dois meses sem pôr os olhos, nem sequer me atrever a procurar uma "cachezita", ou não fosse acossado do bicho do "burnout" (que, para quem não sabe, é uma cena que a psicologia explica bem bastando, para isso uma vulgar pesquisa pelo "google"), eis que deu para acabar com este triste jejum. Um dia de feriado, que entretanto vão ser coisa em vias de extinção, foi o que se arranjou de melhor para aumentar o número (ui!) dos meus sucessos nesta lide. Enquanto o filhote dormia a sesta diária e depois da patroa me assinar o visto de autorização de saída para a estranja, meti-me a caminho. Limitei-me às redondezas do meu nicho que a cortarmos nas despesas, o “tratol” deve entrar neste capítulo.
Como já começa a ser sina, há sempre qualquer coisa que não me deixa aceder ao recipiente e botar aí a minha cruzinha. Daí que tenha sido um dia um em quatro: quatro demandas e apenas uma bem sucedida. E, como é natural, sendo eu um reles protótipo de “geocacher” que até tem prazer em anotar um “DNF” (e não é assim que deve ser?), não poderia deixar escamotear as aventuras não finalizadas (que é diferente de: falhadas). Aliás, a própria sigla DNF é, para mim, um acrónimo peculiar: Demanda Não Finalizada (sim, porque eu mão subjugo assim tão facilmente à ditadura do “english spoken”, e os TFTC a mim não me diz nada a não ser “‘Tive a Fazer a Tua Cache”). Vamos ao que interessa.
Primeira paragem: o campo de futebol da ADRB. Vi uma viatura a ir à frente da minha. Pensei “estou com sorte e tenho companhia para esta”. O tanas! Havia era jogo de futebol (à hora da missa, jesus, credo!). Meti o rabinho entre as pernas e passo à seguinte.
Segunda paragem: a própria ADRB. Tinha receio. Sabia que era à beira da estrada principal e que, possivelmente, era dia de enchente no bar a que dá acesso a entrada da “cache”. Mas como havia futebol e missa, talvez tivesse sorte. De facto assim foi. E ainda deu direito à companhia de uma trupe (cãodecaça, BunnyBravo, Coruja_Negra e a Cssábio) que, vinda dos reinos de Alcobaça, já ocupava o local. Dá para ver o que fazer: têm um aparelho na mão e vagueiam, lentamente, em jeito de círculos, e espreitam alucinadamente para os cantos. Ainda não a tinham encontrado, mas parece que a minha presença ali lhes aguçou o espírito e foi ver um deles “é aquilo”. De facto era. Muito bem esgalhada. Muito bem escondida. Muito bem disfarçada. Muito tudo. E eu, céptico, que julgaria antecipadamente esta “cache” banal. Redondamente enganado. A menina da trupe lá botou a minha alcunha no rolo. Despedimo-nos, até uma próxima.
Terceira paragem: o antigo moinho, ali ao pé da escola do meu filhote. Estacionei a viatura, dei uma olhada à descrição e “raios, está desactivada”. Totó, totó, totó! Não é a primeira vez que isso acontece, estúpido. Levas “dnf” tal e qual, que não és menos que as outras.
Quarta paragem: o castelo de Monte Real. Subi as escadas até onde, da última vez que lá estive, bebi uma sangria que, de momento, não me lembro se boa ou excelente. Um casalinho de adolescentes aqui?! Mas estes miúdos não têm melhores sítios para dar largas à libidinosa imaginação? Fiz por passar tempo na esperança de que se pisgassem. Acho que li todos os “logs”, li a descrição umas três ou quatro vezes, tirei fotos ao pôr do sol, olhei para o local onde estava a dita cuja (falo da caixinha). Só faltou fazer um pino, um triplo mortal encarpado e finalizar com uma espargata. O raio dos putos não arrendaram pé. Desisto. Fica para a próxima. Vamos é para casa que se faze tarde e o jr deve estar a acordar…
A Associação Desportiva e Recreativa de Barreiros (A.D.R.B.) foi instituída legalmente como associação no dia 16 de Fevereiro de 1978. A partir desta data a associação começou a angariar sócios para poder subsistir enquanto associação. Hoje em dia a A.D.R.B. tem cerca de 800 sócios.
No ano de 1978 uma pessoa residente em Barreiros doou um terreno no qual a A.D.R.B. no ano de 1980 construiu a sede da associação. Esta foi conseguida com mão de obra gratuita, oferecida pelos populares. A sede da associação foi restaurada durante o ano de 2009/2010, também com trabalho de voluntários (jovens) da terra.
