geocaching

O Atalho

#38 Fazer 140 quilómetros e não procurar uns tesourinhos não é propriamente tempo perdido. Mas, convenhamos, que é uma oportunidade perdida para amealhar mais umas aventuras.
A contextualização explica-se facilmente: era dia de casório do meu primo B. Local: igreja da paróquia de São Sebastião em Setúbal e uma quinta perdida algures ali para os lados do Pinhal Novo onde também iríamos passar a noite num casebre desconhecido em trânsito para o sul do país.

Se o meu gps já tem trabalhinho que chegue a procurar taparuéres, também cumpriu eficazmente a sua missão ao levar-nos — a mim e à família — mesmo à porta do local da celebração. O meu pequeno é que não se teve pelos ajustes: não lhe apetecia mesmo nada participar na cerimónia. E quando ele mete alguma coisa na cabeça, não há nada que o demova: quais prendas quais quê; não quer e pronto! É o que faz a mudança de ares.

— Quero ir para casa! — Isso é que já não era possível de todo.

— Sim, vamos para casa… daqui a uma semanita — A semana era também para umas curtas e merecidas férias lá para os algarves.

Enquanto os noivos davam o nó, eu e a minha metade tentávamos desatar este. Lá acalmou. Aproveitei a deixa para fazer o Museu do Trabalho. Tive azar. Apesar de estar a 100 metros do local, tinha sempre na ideia de que pudesse voltar a birra ao garoto ou que os noivos fugissem para o almoço. E esta preocupação tirou-me o discernimento. Resultado: não encontrada. Valeu pela magnífica vista para o estuário do Sado.

Mais à noite, ainda antes dos comes e bebes da praxe, outra fuga para uma cachada. E lá vou eu todo pimpolho, de sapato engraxado, calça e camisa de cerimónia em direcção ao Atalho. O dia anoitecia e apresentava-se quente. Suei na subida, mas encontrei o que queria no local que imaginei à primeira para albergar a cache. Gostaria de ter tido mais tempo no local. A ambição era mais forte e lancei-me para o Tesouro do Aladino II. Pelo grau de dificuldade, parecia uma cache fácil, mas acabou por ser como começou o dia: mais uma nega. Ainda revirei pedras e vagueei por um perímetro razoável, mas… nada. O melhor é regressar ao buffet antes que se acabem os queijos.

Esta cache é para dar a conhecer um atalho para uma escola, e não só.
É um caminho ladeado por muros antigos, uma quinta e é um bom passeio pedestre até à vila.

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2 thoughts on “O Atalho

  1. Joana Ruivo diz:

    Lá diz o ditado: “Quem vai por atalhos, mete-se em trabalhos.” Ao menos que não tenhas perdido os queijos. 🙂

  2. Diz ao teu marido que estou disponível para ser acompanhado por um spoiler. Quanto aos queijos, tenho a meu favor o facto do pessoal preferir afiambrar-se ao camarão e à sapateira.

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