Há momentos que valem o esforço de muitos anos. E sábado vivi um desses. Depois do que escrevi neste artigo, era de esperar que eu passasse muito naturalmente à “reserva” e que o trabalho da colónia de férias continuasse sem sobressaltos. Todos sabemos que as pessoas passam, mas as instituições ficam. E quando estas são sólidas ao ponto de atraírem apenas pelo seu próprio poder inexplicável, não há mudança que as torne mais débeis.
Não me lembro de alguma vez me terem feito uma festa surpresa. E também não me lembro de alguma vez o ter desejado. Mas, neste sábado, um pequeno grupo de monitores, com o Nelson à cabeça e com a conivência da minha esposa, fizeram questão de limpar esse hiato da minha existência. Independentemente de me sentir aparvalhado com a forma como conseguiram fazer tudo “nas minhas costas” sem eu desconfiar minimamente do que fosse e, sobretudo, de não me sentir merecedor de tal honraria, confesso que foi um daqueles momentos tão simples quanto inesquecíveis.
Por isso deixo aqui o meu obrigado a todos os que lá estiveram e aos que gostariam de ter estado. Obrigado, principalmente por me terem deixado fazer parte das vossas vidas, por me terem dado a oportunidade de ter sido uma marca indelével e por serem meu amigos. Sei que, ao contrário do que alguns esperariam, a minha comoção não se expressou de forma glandular (para ajudar a descodificar, estou a referir-me a lágrimas, daquelas com água e cloreto de sódio). Mas garanto-vos que todo eu tremi por dentro. Mesmo agora, dois dias depois, a escrever estas linhas, sinto o arrepio de quem experimentou o sabor da verdadeira amizade.
Obrigado aos presentes (acho que consegui lembrar-me de todos):
Andreia
Cristina
Dijas
Diogo
Fátima
Gertre
Helder
Joana
João
Jocelina
Lucas
Manel
Marta
Melo
Milena
Moutinho
Nelson
Saudade
Simão
Tatiana
Zé Henrique
E aos ausentes que gostariam de ter estado!