Em seu livro de 1969, The Peter Principle, Laurence J. Peter, lançou oficialmente sua lei epigramática. Apesar do estilo aparentemente satírico, a lógica por trás do Princípio de Peter é sólida. O funcionário que é promovido pelo bom desempenho no seu cargo poderá não ter a capacidade para o mesmo bom desempenho no novo cargo. Se tiver, corre o risco de ser promovido novamente, até chegar num cargo de onde, por não conseguir repetir o bom desempenho, não será mais promovido. O exemplo clássico é o do operário promovido a gerente sem ter qualificações para tal, fazendo com que a empresa perca um operário competente e ganhe um gerente incompetente. Eventualmente, toda a estrutura estará preenchida por incompetentes sem chance de promoção (o que explica o título de uma das traduções brasileiras do livro de Peter, Todo Mundo é Incompetente Inclusive Você).
Mais recentemente, o quadrinista Scott Adams adaptou a idéia e criou o Princípio Dilbert (em artigo no Wall Street Journal em 1994 e livro homônimo em 1996), variação do Princípio de Peter: “os funcionários mais ineficazes são sistematicamente transferidos para onde podem causar menos danos, a gerência”.