Não classificado

aprender a questionar

Depois de uma breve incursão na moderação de conferência…
A propósito, tive a honra de ser visitado e comentado por um dos oradores da altura, o Prof. Mendo Castro Henriques, o que, por si, leva-me a tirar algumas conclusões da frequência deste espaço. Fecha parênteses.
…experimentei a sensação de ser orador. Não é bem orador. Não tenho pretensões a isso já que o meu percurso académico e as minhas motivações não me levam a tanto.
Foi para um grupo de 40 rapazes e raparigas, malta nova, integrados num retiro promovido pelos Jovens Sem Fronteiras e organizado também pelo sempre bem disposto padre Tony Neves.
O que me valeu, foi o tema que me propuseram. É um tema que me agrada: questionar. Já tinha pedido ajuda aqui, numas postas atrás. Mas confesso que acabei por construir as minhas ideias. Basicamente, tentei fazer ver que questionar é uma atitude saudável e inteligente, sobretudo quando é feita na busca sincera de respostas.
E comecei a perguntar por perguntas, como tinha previamente preparado…

Por quê?
Por que é que, quando vamos a uma conferência, primeiro ouvimos o orador e depois fazemos as perguntas?
Não seria mais lógico perguntar para depois ele responder? É para fazermos as perguntas que ele quer que façamos? Ou para não haver tempo para responder às perguntas a que ele não sabe responder? Ou será que lhe custa responder que não sabe responder e que, afinal, até tem as mesmas perguntas que nós?

Façam as vossas perguntas…
Não será para nós respondermos. Centrem-se no exercício de fazer perguntas… escolher a pergunta certa não é fácil. E procurem uma pergunta genuína. Daquelas para a qual daríamos tudo para ter uma resposta.

A pergunta genuína é feita como quem arruma uma mochila durante uma caminhada. Vai ter de a esvaziar totalmente, para depois voltar a arrumá-la. Muitas coisas ficarão de parte e no final ficará o que achamos que é de guardar (o que nem sempre é o mais importante). Só então ficaremos prontos para continuar a caminhada.

É isso que acontece quando paramos durante uns dias, como é o vosso caso.

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